Em Porto Alegre, RS, o museu do Santander Cultural decidiu fechar as portas após milhares de 'ataques' vindos das redes sociais motivados por algumas imagens do cartaz Queermuseu, que mostravam relacionamento sexual envolvendo crianças e animais. Já nesse último domingo, 10, as portas da #Exposição não abriram. Em seu Facebook, o Santander Cultural disse que a exposição, que começou no dia 15 de agosto, não tinha a intenção de gerar discórdia ou desrespeito nas pessoas, e por isso decidiu que o evento não aconteça mais – o museu ficará fechado até 8 de outubro, quando uma nova exposição, com um novo tema, dará entrada no local.

O cartaz Queermuseu reunia mais de 270 obras, criadas por cerca de 90 artistas.

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Algumas delas foram consideradas de cunho sexualmente ofensivas por algumas pessoas que visitaram o evento. Alguns visitantes, inclusive, tentaram tirar fotos das imagens que consideravam 'pornográficas', mas não era permitido fotografar as obras expostas. Nas redes sociais, algumas páginas fizeram protestos contra o evento.

"Galera, tem uma exposição rolando [VIDEO] no Santander Cultural aqui em Porto Alegre – a mostra QueerMuseu – que tem como 'obras de arte' imagens que incentivam a pedofilia, a zoofilia e ultraja os cultos religiosos. Se você é contra esse tipo de atitude e repudia a exploração sexual de crianças e animais, entre na página do Facebook dos caras e avalie com a nota mínima a instituição deixando a sua mensagem de repúdio. E outra: se você conhece alguém que tem conta nesse banco, mostre esse post!", diz a página "Socialista de iPhone", no Facebook.

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Coordenador diz que imagem retratou 'criança viada'

"Quando sofreram na pele o que a população #LGBT sofre todo dia, fizeram a opção de não bancar e cancelar a exposição.", disse o coordenador da ONG Somos, Gabriel Galli. Ele desaprovou a decisão do Santander Cultural de encerrar com a exposição que, de acordo com o banco, tinha a intenção de explorar a diversidade de expressão de gênero e algumas diferenças que envolvem o mundo da arte e da cultura humana em diversos períodos históricos.

Com relação às críticas vindas de internautas que diziam que a exposição incentivou a pedofilia e a zoofilia, Gabriel contou que são todas infundadas: "Elas [as críticas] vêm de pessoas que não fizeram um esforço mínimo para compreender o que a obra queria dizer", disse o coordenador. Sobre uma das obras que mostraria uma criança envolvida em um momento de cunho sexual, Gabriel, no entanto, explica que se tratava de um mal-entendido.

Para o representante da ONG Somos, a imagem não representa nenhum tipo de pedofilia. Para Gabriel, o 'alvoroço' surgiu por conta de um jornalista que espalhou a informação de que a criança estava cometendo atos libidinosos, no entanto, de acordo com o representante da ONG, ela estava 'apenas representada em uma das obras que fala em criança viada'.

A socialista Luciana Genro, ex-candidata à Presidência da República, repudiou o cancelamento da exposição:

#Banco Santander