Uma rebelião no Complexo do Curado em Pernambuco deixou um saldo de 45 feridos e 3 mortos. As mortes foram filmadas; são imagens fortes e de extrema violência e selvageria. As pessoas mortas foram estranguladas, decapitadas e cortadas em pedaços. Não somente os requintes de crueldade ficaram marcados, mas a facilidade do acesso tanto a celulares e internet. As filmagens foram feitas por detentos e, mesmo com bloqueadores de celular nos presídios, rodaram as redes.

As reclamações feitas foram as mesmas de sempre: vagarosidade do sistema judiciário, que significa que vários presos só aguardam o alvará de soltura para a liberdade, seja ela condicional ou não.

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Segundo o Juiz Luiz Rocha da 1ª Vara de execuções penais, os presidiários estariam descontentes com as constantes vistorias e revistas.

Mas uma pergunta foi feita: como os presidiários continuam tendo acesso aos celulares e internet, mesmo com vistorias? Como está a situação carcerária neste presídio? As reivindicações dos presos eram sobre as superlotações e sobre alguns presos já terem o direito à liberdade mas, graças à lentidão da justiça, eles ainda estão esperando. A superlotação excede em 400% a mais de presos nas celas.

Há muito tempo, o sistema prisional do Brasil não funciona adequadamente. Não há uma ressocialização desses condenados, não há uma esperança, a população vê o dinheiro público ser usado em reformas físicas, mas e as reformas sociais? Cadê a profissionalização dessas pessoas que, por várias razões, foram presas e sairão com o peso de ser um ex-presidiário? Por que esse presídio ainda funciona, se o próprio Ministério Público de Pernambuco já ordenou o seu fechamento por não haver proteção dos que circulam por lá?

E proteção não apenas dos detentos, mas também das demais pessoas que, como tantos, deixam seu lar para cumprir suas respectivas funções em seus empregos e não apenas estão à mercê de pessoas de alta periculosidade, mas também à mercê de um sistema que insiste em desrespeitar os direitos humanos.

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