Foi em 1978 que a família do Sr. Enéas Freire levou para as ruas do centro do Recife um contingente de 75 pessoas, e deu início no sábado de Zé Pereira ao bloco carnavalesco, que hoje arrasta mais de dois milhões de foliões do mundo inteiro, para perpetuar o Carnaval de rua. Era quase um protesto à época pelo carnaval descompromissado, que vai às ruas na hora que quer, do jeito que quer, com quem quiser brincar, cantar, pular, suar e se divertir até não poder mais.

É o verdadeiro Carnaval do povo, o exercício da democracia de todas as classes sociais que se divertem sem preconceitos, sem prescindir de privilégios. Todos participam numa mesma folia.

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Brancos, pretos, pardos, índios, chineses, americanos, alemães e qualquer outra cor, raça e gênero que você possa imaginar. No Galo da Madrugada é mesmo tudo junto e misturado!

Talvez seja o único Galo que consta do livro dos recordes, o Guinness Book, como bloco carnavalesco insuperável em sua marca de seguidores. É contagiante, até mesmo para os que não curtem Carnaval, ouvir e ver o espetáculo do desfile do Galo da Madrugada!

São todas as tribos, todas as vibes: na barriga da mãe, nos ombros do pai, na sacada dos prédios, nos camarotes improvisados em postos de gasolina, varandas, coberturas dos edifícios. Para entrar no clima e curtir a brincadeira só precisa chegar!

Todos os anos o bloco homenageia alguém ou algo que tenha agregado valor às raízes de nossa cultura e do nosso povo com um tema carnavalesco.

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O ano passado foi o grande mestre Ariano Suassuna, que mesmo doente, esteve lá!

O Galo, que é da Madrugada, sai hoje pelo dia afora para oferecer a quem o acompanha a alegria de ser o que quiser ser na ilusão do Carnaval: piratas, palhaços, fantasmas, demônios, heróis, rainhas, ursos, galinhas, pintinhos. Enfim, se for com frevo no pé e alegria no coração, a madrugada é uma criança e o Galo não se cansa de cantar!

E a alegria é a bagagem dos foliões. A maior manifestação popular do Carnaval, simbolizada no despertador natural do trabalhador no mundo todo e do folião pernambucano! #Turismo