Os recifenses acordaram hoje, 10, em um cenário de filme de guerra, similar ao hollywoodiano "Nova York sitiada". Mais de mil militares desembarcaram hoje na capital pernambucana para evitar a deterioração da segurança da cidade. A operação "Leão do Norte" foi determinada pelo presidente #Michel Temer após os policiais militares de Pernambuco darem início à uma "greve informal". Outros três mil militares devem chegar à cidade nas próximas horas. Além das tropas, o ministro da Defesa do Brasil, Raul Jungmann, também desembarcará em Recife na tarde deste sábado. O envio das forças de segurança foi solicitado pelo governador de Pernambuco, Paulo Câmara.

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Outras 13 cidades de Pernambuco também serão ocupadas pelas forças federais. Tanto o #Exército quanto a marinha e a aeronáutica participam da ação.

A maior parte da tropa ficará alocada na região metropolitana do Recife. Os militares foram deslocados por via terrestre e aérea de seus estados de origem, como Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Bahia, Sergipe e Piauí. Os órgãos de segurança pública de Pernambuco estão agora sob o comando do General de Brigada Francisco Humberto Montenegro Junior, comandante da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada.

O pedido do governo

Em ofício enviado ao presidente Michel Temer, o governador Paulo Câmara apela para que o governo federal envie tropas à Pernambuco. "Venho solicitar se digne Vossa Excelência, em caráter de urgência, a autorizar o emprego das forças armadas, na garantia da lei e da ordem", solicitou o governador pernambucano em carta oficial.

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Temer autorizou o emprego das forças armadas até o dia 19 de dezembro, mas este prazo pode ser estendido em caso de necessidade.

Operação padrão

Os policiais militares de Pernambuco negam que estejam em greve, mas afirmam que estão realizando uma "operação padrão" (só saem as ruas com todos os equipamentos de segurança em bom estado), o que na prática diminui o número de policiais nas ruas das cidades. Os policiais querem aumentos salariais.