Cerca de 30 homens realizaram uma ousada ação criminosa que espalhou terror na Zona Oeste da capital pernambucana. A ação aconteceu nesta terça-feira (21). A empresa de transporte de valores, Brinks, situada na Av. Recife, no bairro da Estância, foi o alvo dos criminosos. Com armamento de guerra, os bandidos roubaram cerca de R$ 60 milhões do cofre da transportadora. Para conseguir o assalto milionário, eles fecharam ruas, queimaram carros e trocaram tiros com a polícia, deixando três militares feridos. De acordo com testemunhas, o bando chegou à vizinhança da sede da Brinks, por volta das 3h da madrugada, trajando roupas pretas. Alguns, supostamente com sotaques do Sul e Sudeste do Brasil.

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Moradores da comunidade contam que viveram uma madrugada de terror.

A execução cautelosa e o sucesso na fuga reforçam a ideia de que o assalto foi esquematizado. O grupo tinha como base um galpão na Rua Gustavo Pinto, 90, no bairro de Jardim São Paulo (Zona Oeste), a cerca de um quilômetro do local do saque, alugado há duas semanas. No local, a polícia encontrou um mapa que apresenta o entorno da empresa de segurança de valores, munições calibres ponto 556, ponto762 e 9 mm, fardamento, coletes à prova de balas, botas do Exército, maçaricos, ferramentas de carro, uma furadeira, carregadores de celular, máscaras de gás, combustível, spray, garrafas d’água, cerca de dez litros de energético, latas de refrigerante com gasolina, balaclavas e uma mala.

Parte dos criminosos utilizaram veículos incendiados para bloquear as vias de acesso no trajeto da fuga, enquanto outros se dirigiram a um posto de combustível ao lado da empresa-alvo e explodiram o muro da loja de conveniência de dava acesso à área dos cofres da Brinks.

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Na escapada, eles passaram por uma blitz do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran), onde houve confronto com a policia. O Batalhão de Polícia de Radiopatrulha e da Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe) chegaram minutos depois para dar reforço.

Na investida, um policial do BPTran levou um tiro de fuzil, de raspão, na perna, um soldado do Cioe foi baleado, também de raspão, no braço e um soldado da Radiopatrulha foi baleado na orelha. Foram mais de 60 minutos de trocas de tiros. No silencio da madrugada, muitos disparos foram ouvidos numa extensão que abrange nove bairros. Indivíduos que passavam pelo local registraram os momentos de tensão em vídeos e fotos.

Aproximadamente 300 policiais, entre civis e militares, participaram das buscas pelo grupo. Os criminosos relatou estavam fortemente armados, fuzis Ponto 50 e AK-47 (usado em guerras e conflitos armados) foram usados na investida. " Eles montaram todo um estudo da situação para dificultar ao máximo a ação da polícia.

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” Contou o tenente Gleidson Gonçalves, do 11º BPM, em entrevista ao jornal Folha de Pernambuco. Dois carros foram abandonados no local, uma Blazer e uma Hillux blindadas. Dentro da Blazer encontraram mil munições e 60 carregadores.

Pela manhã, 12 peritos do Instituto de Criminalística (IC), colheram impressões digitais e provas materiais nos pontos do crime, além de fazer a perícia em casas que foram atingidas. O material será avaliado e auxiliará nas buscas para identificar os criminosos. A empresa informou à imprensa local, por meio de nota, que está cooperando com as autoridades no levantamento de informações sobre o ataque na base em Recife. Nesta quarta-feira (22), um dos suspeitos de participar do assalto foi detido para investigação. Paulo Donizetti, é apontado como um dos maiores assaltantes de banco do país e foi preso no último dia 07, em um lava-jato em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A Polícia não descarta a hipótese de o grupo ainda estar situado em Pernambuco. Outros detalhes da investigação seguem em sigilo. #Insegurança #TerroremRecife #AssaltoàBrinks