Uma blogueira, que também é jornalista, na capital de Pernambuco, fez comentários extremamente maldosos e preconceituosos em um grupo de mães em uma rede social. A blogueira é Julia Salgueiro, que mora em Recife. Os comentários renderam um Boletim de Ocorrência na Delegacia do bairro Casa Amarela, Zona Norte da capital. A queixa foi prestada pela mãe de um bebê de 11 meses que tem #Síndrome de Down.

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No dia 21 de março é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down. Então, a tia do bebê decidiu postar uma foto da #criança, para conscientizar a população sobre a síndrome.

Julia decidiu fazer o comentário repleto de preconceitos e chega a impactar pelo conteúdo. A blogueira usou o espaço para comparar crianças com Síndrome de Down a filhote de cachorro. Ela diz que os bebês com deficiência mental (no caso com Síndrome de Down) são até bonitinhos quando são pequenos, mas depois que crescem a única coisa que eles pensam é em "transar".

Em seguida, a blogueira tripudia sobre a possibilidade de nascerem filhos deficientes também. "Vai ser um monte de filhote de toin toin", escreve Julia.

Continua o repertório ofensivo e sarcástico, associando uma retórica de zumbis ao sexo praticado pelos portadores da síndrome. Ela disse ainda que o sexo praticado por quem é portador de deficiência mental é nojento.

Por fim, ela diz que as meninas que também são portadoras tem "fogo na bacurinha", expressão de baixo calão que significa desejo sexual exacerbado e completa: "Só falam em namorar e casar. Aff.", finaliza a jornalista.

Julia Salgueiro, entretanto, deletou as afirmações no Facebook, mas a família da vítima já havia registrado os comentários da blogueira para que fossem usados como prova da agressão.

O G1 afirmou que, segundo a polícia, ela deve ser intimada o quanto antes para depor sobre o caso. Ainda conforme o delegado responsável, dr. Paulo Rameh, o caso será enquadrado como injúria qualificada. O crime é passível de reclusão de 1 a 3 anos e multa.

Veja a declaração que foi publicada pelo site G1, obtida junto à família da vítima.

#Preconceito