De acordo com uma reportagem do 'Fala Brasil', da Record TV, uma quadrilha foi presa acusada de mandar assassinar crianças que não obedeciam ou não cumpriam completamente as metas do tráfico de drogas. Pelo menos quatorze pessoas foram detidas na cidade de Recife, no estado de Pernambuco. Elas eram assassinadas pelo simples fato de não cumprirem as metas de venda de drogas. Os bandidos ficavam irritados, por exemplo, quando o faturamento de cada uma das "boca" tinha redução. O programa da Record TV conversou com a mãe de um dos adolescentes ameaçados de serem assassinados pelo tráfico do Recife. Sem querer se identificar, ela contou o drama que vive com toda a sua família.

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O menino tem quinze anos e sua mãe tem medo do que pode acontecer com ele.

"Eu tenho medo que ele morra. Tenho medo que ele vá e não volte mais", disse aflita a mãe que por segurança prefere manter o seu nome como uma grande incógnita. O drama dessa mulher pernambucana não é muito diferente de outras mães, que sofreram com a quadrilha pela pela polícia nordestina nessa semana. Homens e mulheres foram detidos sob a acusação de exploração e assassinato de crianças e adolescentes. Todos soldados do tráfico. As crianças que não aceitavam participar do esquema, ou que não trabalhavam conforme o esperado pelos traficantes, eram assassinadas.

Em entrevista ao 'Fala Brasil', o delegado Joselito Amaral, que está à frente do caso, conta que os bandidos tinham um verdadeiro exército de crianças e que eles se aproveitavam do fato da região ser carente.

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Ou seja, os menores não tinham outra oportunidade e, além do medo, precisavam do dinheiro para ajudar suas famílias. O principal aliciamento acontecia na Região Metropolitana da capital. Além da venda de drogas, os menores de dezoito anos também praticavam roubos a mando de bandidos. A execução acontecia todas as vezes que algo dava errado, como o não cumprimento das metas.

"Eram crianças com rendimento na família muito baixo. Por isso, era muito fácil remunerá-las, mas grande parte dessas crianças - muitas abaixo dos 12 anos - ao não atingirem o que era pedido, acabavam eliminadas como forma de dar exemplo para as outras", contou o delegado Joselito Amaral. Além dos quatorze presos, outras sete pessoas também participaram da quadrilha assassina de menores. Todas elas estão foragidas e são procuradas pela polícia. Um conselheiro tutelar, em entrevista à Record, disse que está cada vez mais comum o recrutamento de menores na comunidade. Ele também não foi identificado. #Crime