Está circulando nas redes sociais um vídeo que registrou um fenômeno meteorológico conhecido como tromba d’água, se aproximando da orla de Recife, em Pernambuco.

Com imagens impressionantes, o material foi registrado em março de 2015, quando rajadas de vento vindas do mar, de forma compacta, atingiram a orla e arrastaram guarda-sóis e cadeiras em praia.

Do alto de sua janela, um morador filmou o fenômeno desde o momento em que ele está a mais de 100 metros da areia. Antes, uma nuvem muito escura e densa é vista.

A ventania assustou muitos banhistas, que não perceberam que ela estava se aproximando ou, se perceberam, acharam que não era tão severa.

Publicidade
Publicidade

Quando os ventos chegam na faixa de areia, muita gente corre em busca de abrigo e objetos são vistos voando. Os coqueiros sentem o impacto das rajadas e uma tempestade de areia deixa a imagem densa.

O registro ocorreu na orla de Jaboatão dos Guararapes, no dia 1º de março, um domingo. Segundo os meteorologistas, embora possa fazer estragos, a tromba-d’água tem intensidade muito menor do que a de um tornado, por exemplo.

Segundo estudiosos que analisaram as imagens, naquela ocasião, pode ter contribuído para as fortes rajadas a atuação de dois sistemas meteorológicos ao mesmo tempo e que geram muita umidade: a chamada Zona de Convergência Intertropical e o chamado Vórtice Ciclônico de Altos Níveis.

Muitos banhistas, no entanto, confundiram a tromba d’água com tornado. De fato, eles têm uma aparência parecida.

Publicidade

Mas as trombas d’água, em sua maioria, surgem a partir de nuvens de tempestade em cima do oceano, ou em grandes rios, como os da Amazônia. Há ainda aquelas que se formam nos Grandes Lagos, do continente norte-americano.

Já os tornados, são fenômenos tipicamente continentais, ou seja, não se formam a partir de grandes extensões de água, como mares e rios. São expressivos redemoinhos atmosféricos em forma de um espiral. Esse grande funil de vento ocorre quando grandes tempestades se aproximam. Mas giram em torno de um centro de baixa pressão atmosférica. Eles se diferem dos furacões em razão de sua intensidade destruidora menor e por ter uma duração menor, de apenas poucos minutos.

Um dos banhistas que estava na paria no momento em que a tromba d ‘água se formou era Arthur Tavares, Ele contou na época que estava na Praia de Boa Viagem, que o tempo estava bem fechado, com uma nuvem muito carregada. De repente, começou a nuvem começou a descer até tocar o mar. Muita gente achou que ela ficaria lá, mas os ventos acabaram se direcionando para a orla. Os banhistas ficaram atônitos, esperando para ver o que aconteceria. Felizmente, ninguém se feriu.

#Brasil #Acidente