Às vésperas de mais um Carnaval, a melhor pedida para compra de artigos e fantasias na capital carioca é na Saara, no centro do Rio, entre as ruas dos Andradas, Buenos Aires, Alfândega, Senhor dos Passos e Praça da República. O principal problema, no entanto, tem sido o calor deste ano, que tem trazido uma sensação térmica de 50 graus, digna do deserto do Saara, onde a temperatura é de 53 graus Celsius.

Se no deserto do Saara há dromedários e camelos, na Saara carioca há um local denominado camelódromo, onde vários comerciantes enfrentam temperaturas infernais, amplificadas pelo telhado de zinco. Moradora de Jacarepaguá, Vanderli Maria da Silva trabalha há um ano na Saara. "A gente tem impressão de que está fazendo 50 graus e não 40. Os poderes públicos poderiam ajudar, mas eles só pensam no ar-condicionado deles. Era preciso fechar cada box para que fosse possível instalar o ar-condicionado", avalia Vanderli, acrescentando, no entanto, que o calor não tem impedido o crescimento das vendas. Ela diz, entre risos: "As pessoas continuam vindo comprar aqui. E quanto mais gente, mais calor humano. O calor por aqui só faz aumentar. Mas é só tomar uma água de coco e fica tudo bem".

Wilson Dourado, que trabalha vendendo coco na Saara, está rindo à toa.

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Segundo ele, a média de venda diária de cocos era de 300 por dia. "Agora estou vendendo 500 por dia", afirma. Dourado diz que vender o coco diretamente do coco é inovador. "Hoje em dia estão utilizando aquelas máquinas para garrafinha e para copos. E eu não vendo assim porque eu acho muito anti-higiênico. No meu caso, se por acaso a água estiver com gosto ruim, a culpa é da natureza. E eu troco o coco sem nenhum problema".

Funcionando de segunda a sexta, de 9h às 18h, e aos sábados, de 9h às 14h, a Saara (Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega) vende a maior variedade de mercadorias do Rio de Janeiro em mais de 600 lojas. Pode-se encontrar de tudo no local, desde a famosa rebinboca da parafuseta até o botão de fixação do ressalto de retenção do anel rosqueado do cano de um fuzil do Exército.

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