A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro começa a fazer procedimentos para indenizar as vítimas do acidente de trem, que aconteceu na última segunda-feira (5). Cerca de 200 se machucaram com a colisão, na estação Presidente Juscelino, em Mesquita.

O pedido de indenização pode ser feito diretamente ao órgão, por meio do telefone 2868-2100, ramal 297. A defensoria alerta, ainda, para que as vítimas estejam com boletim de atendimento do hospital em mãos para informar dados. O ressarcimento será feito após o recolhimento de documentos necessários, como recibo de medicação e declaração do empregador.

As causas do acidente ainda não foram definidas pela perícia.

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Entretanto, um dos maquinistas prestou depoimento hoje. De acordo com ele, o controlador autorizou que avançasse o sinal vermelho, resultando a colisão. Mas a versão não é a mesma do controlador que já havia falado à polícia. No depoimento, ele afirma que o maquinista atravessou o sinal sem autorização.

Em razão da divergência, o delegado responsável pelo caso enviou à SuperVia, concessionária responsável pela linha férrea, um oficío para que a empresa informe se existem provas, como áudio e vídeo.

Duas pessoas envolvidas no acidente continuam no Hospital Geral de Nova Iguaçu. Ailton Fernandes sofreu fratura no braço e está passando por cirurgia. Já Roberto Xavier teve uma contusão craniana e foi reavaliado pelo neurocirurgião.

Segundo o presidente da SuperVia, Carlos José Cunha, ainda é cedo para definir as causas do acidente.

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Mas ele afirma que, sem dúvida, o que aconteceu é uma anormalidade. Também garante que alguma coisa saiu do controle, mas que será avaliado e apurado para saber onde foi a falha.

Já o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, observa que os trens envolvidos não eram novos, apenas reformados. Além disso, afirma que novas composições estão contratadas para serem substituídas até o fim deste ano.

Nas redes sociais, passageiros que estavam no local do acidente relataram que houve um descarrilamento antes da colisão, mas a afirmação foi negada pela concessionária.