O juiz Flávio Roberto de Souza foi flagrado dirigindo o carro do empresário Eike Batista modelo Porsche, que havia sido apreendido pela Polícia Federal. O juiz foi alvo de uma sindicância iniciada na terça-feira (24), e agora foi novamente intimado, para outra sindicância, nesta quarta-feira (25).

O processo de terça-feira (24), foi instaurado pela Corregedoria Regional da 2º Região, e Flávio Roberto, que é juiz da Terceira Vara Criminal do Rio de Janeiro, terá sua conduta avaliada, por determinação do corregedor em exercício, o desembargador federal José Antônio Lisboa Neiva.

A apreensão dos bens do empresário Eike Batista foi determinada pelo juiz Flávio Roberto, que foi flagrado dirigindo o automóvel de luxo próximo ao Tribunal Regional Federal, no Centro do Rio de Janeiro.

O juiz Flávio, no entanto, alega que levou o veículo para seu condomínio, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, porque o pátio da #Justiça Federal estava lotado, bem como o depósito da Polícia Federal.

Além do Porsche, um Toyota, que também pertencia a Eike, estava na garagem do juiz, porém o mesmo alega que informou ao Detran que os veículos permaneceriam em sua residência, à disposição da 3ª Vara, aguardando pelo leilão. Segundo o juiz, não há irregularidade alguma nisso, uma vez que o Detran foi comunicado.

A nova sindicância foi aberta pela Corregedoria da Justiça Federal, por intimação do desembargador federal Guilherme Couto de Castro, corregedor regional da Justiça Federal da 2ª Região, que tomou a medida em decisão preliminar, nesta quarta-feira (25).

O objetivo é a averiguação sobre a presença de vários bens de Eike Batista na residência do juiz Flávio Roberto de Souza.

O desembargador informou que, ao contrário do que o juiz alegou, nenhum carro apreendido pode ser mantido em propriedade particular de qualquer magistrado, o que, segundo o desembargador, mancha a imagem do Poder Judiciário, sendo, assim, de extrema importância o esclarecimento dos fatos.

Caberá - ainda segundo o desembargador Guilherme Castro -.ao juiz Flávio a nomeação de um depositário, que pode ser qualquer entidade idônea, ou mesmo o empresário Eike Batista, com restrição de uso. #Corrupção

Foi dado um prazo de 5 dias para o juiz prestar os esclarecimentos, e após esses procedimentos preliminares, o trabalho será encaminhado ao plenário, para decidir sobre a abertura de processo administrativo disciplinar (seguindo normas da Resolução 135 do Conselho Nacional de Justiça, o CNJ).