O desfile luxuoso da escola de samba Beija-Flor, na última segunda-feira (16), garantiu à escola a vitória pela décima terceira vez. No fim da apuração, a escola disputou o primeiro lugar com a Acadêmicos do Salgueiro e saiu vitoriosa. No ano passado, a escola ficou em sétimo lugar.

Com o enredo 'Um Griô Conta a História: Um Olhar sobre a África e o Despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos sobre a Trilha de Nossa Felicidade', a escola mostrou na avenida um desfile impecável falando sobre a alma africana e homenageando a Guiné Equatorial.

O desfile

A empolgação dos três mil e setecentos integrantes e a perfeição técnica do desfile foram também os destaques da escola, que focou na cultura e belezas da Guiné.

Publicidade
Publicidade

O desfile contou com fantasias rebuscadas, que causaram impacto e com muitas carrancas, máscaras, plumas, sisal, búzios e palha.

A agremiação desfilou ao som da voz de Neguinho da Beija-Flor, que completa em 2015, quarenta anos na escola. Um fato raro diante do troca troca de carnavalescos e puxadores das escolas, que acontece com muita frequência.

A Beija-Flor levou para a Sapucaí quarenta e duas alas, sete carros e um tripé.

Homenagem polêmica

O enredo, que exaltou a Guiné Equatorial, foi motivo de muitas polêmicas. A notícia de que o governo do país havia financiado o enredo da escola foi muito comentada nos últimos dias. Segundo informações, a escola teria recebido R$ 10 milhões do ditador que comenda a Guiné, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, que, segundo a ONG Anistia Internacional, é acusado de tortura, violações dos direitos humanos e prisões arbitrárias. Em um camarote decorado com as cores da bandeira da escola (verde, vermelho e branco), Mbasogo assistiu ao desfile das escolas de samba no Rio de Janeiro na companhia de seu filho, do seu vice-presidente, de outras autoridades do país e convidados. 

O embaixador da Guiné Equatorial no Brasil, Benigno-Pedro Tang desfilou no último carro da escola.

Publicidade

Ele negou a doação do valor divulgado pela imprensa.

Farid Abraão, presidente da Beija-Flor, negou o financiamento de R$ 10 milhões, mas admitiu que o país contribuiu com a escola. #Entretenimento #Rio Cultura