Najla é professora e moradora na cidade de Volta Redonda. Ela está desaparecida desde o começo do mês de fevereiro. Ela tentava cruzar ilegalmente a fronteira entre o México e Estados Unidos. Seu objetivo era chegar na cidade de Nova York, onde está o filho e o namorado. Ela tem 42 anos de idade e já viveu clandestinamente em estado americano, ficou lá por seis anos, até ser deportada para o Brasil.

A professora morou ilegalmente nos EUA e teve um filho. O menino está com 12 anos e tem duas nacionalidades, brasileira e americana. O tio de Najla, Luís Antônio, disse que ela tentou entrar várias vezes no país ilegalmente.

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Em 2011, ela foi detida no aeroporto de Nova York, tentando entrar no país sem permissão.

Ela estava em busca de uma vida melhor e queria ficar perto do filho e do namorado. Segundo a família, no final do ano passado, ela recorreu a imigrantes ilegais e pagou cerca de R$ 57 mil. A família recebeu uma ligação dos coiotes, dizendo que o dinheiro não foi repassado a eles. A professora sofreu ameaças e teve que pagar mais R$ 23 mil. Só assim ela conseguiu embarcar e ligou para o namorado.

O namorado dela é brasileiro, mas tem visto permanente no país onde mora. No dia 1 de fevereiro, ela ligou para ele e disse que esperava o melhor momento para atravessar o deserto. A caminhada no deserto é perigosa e leva aproximadamente 12 horas. No dia 3 de fevereiro, o namorado de Najla recebeu uma ligação, que ela sofreu uma parada cardíaca durante a travessia, morreu, e que seu corpo foi deixado no deserto.

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Logo em seguida, a família também recebeu à notícia e busca informações através do Itamaraty. O Ministério das Relações Exteriores busca confirmação da morte da professora em vários consulados. Mas até agora nada é confirmado. O tio não tem mais esperança e acredita que a sobrinha esteja morta. Mas a mãe e irmã têm esperança que ela esteja viva.

A família toda aguarda notícias e até agora nada. As autoridades internacionais disseram que vão ajudar o filho da professora a voltar para o Brasil.