A partir de 1º de junho, motorista que passar pela Ponte Rio-Niterói terá redução de pedágio. A Ecorodovias Infraestrutura e Logística S.A. venceu a licitação para a exploração do trecho da BR 101 ao apresentar proposta menor entre as concorrentes. A tarifa passa de R$ 5,20 para R$ 3,70, o que representa 36,67% de deságio. Com isso, a primeira licitação de rodovias após a as manifestações de domingo reduz o custo de uma das principais vias de tráfego do Rio de Janeiro. A nova concessionária explorará a Ponte por 30 anos.

Em segundo lugar ficou Consórcio Nova Guanabara, com um lance de R$ 3,35900 e deságio de 35,23%. Em terceiro, a TPI - Triunfo Participações e Investimentos S.A., com lance de R$ 3,86999 e deságio de 25,38%.

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Atual administradora da Ponte, a CCR foi a última colocada, oferecendo R$ 4,24.

A agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) havia estipulado o teto de R$ 5,18 como valor de pedágio para a Ponte. A redução proposta era de R$ 0,02. De acordo com os cálculos da Agência será necessário investir R$ 1,3 bilhão para melhorias e a construção de novos acessos. Entre as previsões de melhorias para a Ponte Rio-Niterói estão a construção de uma ligação com a Linha Vermelha e a de um mergulhão na Avenida Lauro Sodré, em Niterói.

Com CCR, pedágio subiu 333%

A CCR administra a Rio - Niterói desde 1º de junho de 1995, quando o governo transferiu a administração da via à iniciativa privada. Na época o dólar custava cerca de R$ 0,85. Durante este tempo, o valor do pedágio subiu 333%.

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Antes era de R$ 1,20. Hoje, a concessionária cobra R$ 5,20.

Para o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, que recentemente enfrentou as manifestações dos caminhoneiros por causa de pedágio, o leilão foi mais um sucesso do governo:

"Foi excelente. Com a ajuda da iniciativa privada, o governo federal não precisará colocar investimentos e ainda teremos uma economia de 36,67% em relação ao valor do edital", disse.

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Capital próprio

A Ecorodovias foi criada em 1998. A concessionária opera o sistema Anchieta-Imigrantes, entre São Paulo e o porto de Santos. Seus administradores anunciaram que a concessionária utilizará capital próprio para as obras previstas na Ponte. Nesta licitação, o BNDES não liberou empréstimos pré-aprovados.