Jovens atores trajando roupas do clássico de Joaquim Manoel de Macedo, "A Moreninha", protestaram em frente ao #Teatro João Caetano, localizado na Praça Marechal Floriano Peixoto, no Rio de Janeiro. Os artistas pedem uma resposta da prefeitura quanto a data de reabertura do local, fechado há 745 dias para reformas.

O fechamento do teatro ocorreu em março de 2013, interditado pela Defesa Civil a pedido da Fundação Cultural local. Na fiscalização, foram encontrados problemas no quadro elétrico, infiltração, entre outras irregularidades. Em vista disso, vários grupos têm se mobilizado para estabelecer uma conversa com as autoridades competentes.

Uma dessas pessoas é José Martínez Gomez, diretor-geral da Companhia Ânsar de Teatro.

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O grupo, fundado há 10 anos, é original da região. Atualmente, já são mais de 30 atores formados. Hoje, sem o Teatro, a Ânsar executa uma oficina de interpretação no Colégio Estadual Alberto Torres. Além disso, José afirma estar "trabalhando de forma amadora". Isso porque, os atores que se formam pela Ânsar não podem mais frequentar ou trabalhar no teatro da cidade, sobrevivendo fora de Itaboraí.

ABAIXO-ASSINADO

Diante da situação, José Martinez e outros artistas da região encabeçaram um protesto que pede a reabertura imediata do local e as devidas explicações quanto a reforma. "Os governantes da cidade sempre falam que tudo está controlado e que a reforma irá acontecer. Eles também nos dizem que devemos cobrar sempre. Fui ao Sindicato dos Atores do Rio (SATED) e apresentei o problema.

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O presidente apoiou nossa causa. Propusemos um abaixo-assinado que tem sido abraçado por todos os sindicatos da região. Na internet, divulgamos fotos de protestos e também do abaixo-assinado on-line", esclarece o diretor-geral da Ânsar.

Já foram recolhidas mais de 500 assinaturas. A contagem ainda não terminou, em vista que a campanha vai até o final de abril. Na internet, o movimento segue. Para José, "um lado bom de atuarmos virtualmente é o alcance impressionante. Artistas de novelas, como o Milton Gonçalves, também nos apoiam", afirma.