Desde o dia 14 de abril, terça-feira, acontece no Rio Centro, localizado na zona oeste do Rio de Janeiro, a LAAD Defense & Security, uma Feira Internacional de Defesa e Segurança. Este é o maior evento voltado para o setor em toda América Latina, onde indústria e autoridades governamentais se reúnem para negociar e expor suas visões e trabalhos, realizados em prol de uma sociedade mais protegida e influente no desenvolvimento internacional.

O LAAD é voltado exclusivamente para profissionais do setor e a imprensa. Na segunda, 13, dia da abertura da Feira, nossa equipe foi ao local para conferir os debates a respeito de temas relacionados com a segurança pública no Estado do Rio de Janeiro, além de uma conversa sobre gestão de crise.

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"Não teremos a excelência que gostaríamos"

No fim da tarde, o subcomandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais do Rio de Janeiro (BOPE/RJ), o Major Nunes, apresentou como tema de seu seminário os "Projetos de aquisições para as operações policiais especiais". Ele destacou que nunca se investiu tanto em segurança no BOPE quanto nos últimos 7 anos. Foram R$ 12 milhões gastos em armamentos, munição e proteção para a equipe tática do batalhão. Segundo o subcomandante, este valor supera o que foi gasto nos 30 primeiros anos de existência do BOPE.

De acordo com o major, partir de 2008, com o surgimento dos projetos de pacificação de comunidades do Rio de Janeiro, a corporação sentiu a necessidade de afinar a comunicação da equipe tática para a aquisição de seus equipamentos.

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"Não havia comunicação entre os setores e operadores táticos. [...] Muitas vezes, não recebíamos o que queríamos por conta do repasse informações erradas", explica ele.

Dessa forma, o BOPE buscou se aprimorar em pesquisa e desenvolvimento para o uso nas Olimpíadas. Para muitos deles, foi necessária a abertura de licitações internacionais. "O nosso objetivo não é o confronto, mas sim modernizar a organização na busca das necessidades dos cidadãos. E nada disso adiantaria se não tivermos o policial especializado", esclarece o major.

Questionado se o investimento massivo em equipar o BOPE no período pré-Olimpíadas não se deu apenas por conta do evento, Major Nunes ressalta que foi investido sim, porém, não correspondeu às suas expectativas. "Muitos investimentos que eram para ser feitos há dois anos e já estavam planejados não foram executados. Nem 12% do meu planejamento para R$ 40 milhões em projetos não foi executado. Ainda há muito projeto na gaveta. Não teremos a excelência que gostaríamos. Então, para me cobrar depois vai ficar complicado", pondera o major.