A febre Chikungunya é uma doença causada pelo vírus CHIKV, transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti e pelo mosquito Aedes albopictus, embora este último seja menos comum. É um vírus de rápida propagação que pode afetar 7 em cada 10 pessoas no Rio de Janeiro, segundo alertam autoridades de saúde.

Especialistas dizem que é apenas uma questão de tempo antes da chikungunya, que é semelhante à dengue e para a qual não há tratamento, chegue a esta metrópole, podendo rapidamente se tornar uma epidemia.

Até agora, este ano, no Rio, três casos da doença foram notificados, alguns sintomas semelhantes a dengue podem ser detectados, como febre, dor de cabeça, cansaço, apatia, contudo, a grande diferenças da febre Chikungunya é o acometimento de uma intensa dor nas articulações e músculos.

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Em todo o país, cerca de 1.409 casos foram confirmados do vírus, evidenciado por todas as pessoas que tinham viajado para países de transmissão, como a República Dominicana, Haiti e Venezuela.

A maioria dos pacientes sofrem sintomas por alguns dias e se recuperam totalmente - embora a dor nas articulações possam durar meses ou mesmo anos, de acordo com a OMS. Não existe cura para a doença e ela pode contribuir para a morte das pessoas mais velhas. A OMS relatou que a partir de janeiro de 2015, 176 mortes já foram confirmadas pela febre.

A chikungunya já foi identificada na Amazônia e países vizinhos como Peru e Colômbia. Nos EUA cerca de 55 casos já foram confirmados, depois que se tornou uma doença oficialmente reconhecida este ano.

Alexandre Chieppe, da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro afirma que não sabemos por que a chikungunya ainda não chegou no Rio.

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Ele lembra que temos os insetos e as condições climáticas favoráveis.

Há 2 semanas, secretários de saúde estaduais e municipais se reuniram para discutir as campanhas de prevenção e conscientização .

O aparecimento de casos de febre chikungunya reforça ainda mais o cuidado necessário para implementar ações de controle.

A febre Chikungunya foi relatada pela primeira vez na Tanzânia, em 1952, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Em dezembro de 2013, dois casos locais foram relatados na parte francesa de St. Martin, uma ilha no Caribe, que foi o primeiro caso de transmissão nas Américas.

A partir daí, a doença foi relatada em 43 países em todo o continente.