O trágico caso de uma criança morta numa favela do Rio de Janeiro não para de ter novos acontecimentos para tentar elucidar o ocorrido. Desta vez, dois policiais que estavam a trabalho no dia e na hora que o menino foi atingido admitiram terem feitos alguns disparos, mas nenhum deles com a intenção de matar nenhuma criança. Um deles disse que disparou enquanto tentava se abrigar e escorregou, e o outro muito abalado não consegue explicar com coerência o que aconteceu, mas acha que pode ter sido o autor do disparo e está internado com surto psicótico no hospital.

Os policiais, que faziam parte da UPP do local, estavam servindo de guias para outros policiais do BOPE quando houve confronto e se ouviram os disparos.

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Como a investigação é sempre da Policia Civil, os encarregados disseram que não vão poupar esforços para descobrir quem foi o culpado e se teve a intenção ou não de assassinar o menino. O que já se sabe com certeza é que o tiro partiu de um fuzil, como relataram os moradores que testemunharam o ocorrido no local.

A Policia trabalha com a hipótese de tiro acidental por parte do policial, ou represália num ato extremo de crueldade dos bandidos locais de querer incriminar a polícia e inflamar os ânimos dos moradores, assim dando margem de tempo para eles fugirem para outra localidade. Especialistas em segurança dizem que praticamente todos os policiais tem filhos, ou sobrinhos, e que jamais teriam coragem de matar uma criança de propósito. E que o fato será investigado até as últimas consequências para não restar dúvidas do que de fato aconteceu no dia.

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Os investigadores da Delegacia de Homicídios estão esperando apenas a família do menino voltar do Piauí, onde ele foi enterrado em sua terra natal. O Estado do Rio de Janeiro cobriu todos os gastos de movimentação da família e do corpo da criança até lá. O delegado responsável disse ser imprescindível o uso da reconstituição do crime para saber quem estava, e aonde estava, na hora em que o menino caiu ao chão com um tiro em cheio em sua cabeça.