Basta ler os jornais diariamente para notar que um assunto é cada vez mais recorrente nas manchetes do estado do Rio de Janeiro: crise financeira. As finanças do governo estão comprometidas com diversas pautas já programadas até o fim do ano, porém, a Assembleia Legislativa (Alerj) decidiu mexer no valor pago aos estagiários da casa. A bolsa, que antes era equivalente a R$1.480 sem benefícios, aumentou neste mês em 93%, chegando até R$2.866. Quem trabalha como aprendiz na Assembleia deve cumprir uma carga horária máxima de 4h por dia e cursar ensino superior.

A decisão causou revolta em diversas áreas de trabalho, como os professores do estado do Rio de Janeiro, que, formados em nível superior, são pagos com apenas R$1.179 mensais.

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Além disso, em pesquisa realizada pelo jornal O Globo, foi comprovado que o valor agora pago aos estagiários da Alerj supera as remunerações do Senado Federal, Câmara dos Deputados e as assembleias de São Paulo e Minas Gerais. A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro também oferece valor inferior a este. Mercadologicamente, boa parte das empresas de grande porte também não oferece uma bolsa tão "generosa".

A mudança acabou causando desconfiança por parte da população, que não gostou de saber que recebem muito menos por trabalhos de longas jornadas. O valor também foi reajustado para os estagiários de nível médio. De R$990 para R$1.906, equivalente também a 93% de correção. A Alerj possui cerca de 220 estagiários, selecionados para departamentos diversos, como: cultura, informática, comunicação, TV Alerj, saúde, entre outros.

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Há um impedimento ético da casa: eles não podem ser contratados para gabinetes parlamentares. Contudo, muitos deputados denunciam que a escolha dos estagiários é feita por indicação política.

Decisão passará por revisão parlamentar

A Alerj esclareceu à imprensa que o pagamento é um modo de evitar ações judiciais. Isso porque os estagiários não recebiam reajuste desde o ano de 2010. Porém, com a repercussão negativa, o presidente da Alerj, o deputado Jorge Picciani, afirmou que na próxima terça-feira será discutida uma remuneração justa para os estudantes. #Negócios #Rio Cultura #Crise econômica