A Fundição Progresso apresentará no dia 22 deste mês o guitarrista, cantor e compositor Roberto Frejat, integrante de uma das mais veneradas bandas de rock brasileiras: o Barão Vermelho. A Fundição Progresso é um centro cultural localizado na agitada Lapa, no Rio de Janeiro.

Antes de se tornar o fabuloso centro cultural de hoje, abrigava a Fábrica de Fogões Progresso, no final do século XIX. Frejat dispensa apresentação. Começou a carreira de músico ainda muito jovem, pensando se largaria ou não a faculdade de Geografia para tornar-se um profissional do meio musical. A paixão pela #Música e pelo rock, especificamente, falou mais alto.

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Roberto Frejat foi o principal parceiro de composição de Cazuza, mesmo após a saída do vocalista para a carreira solo. Cazuza era a palavra, Frejat, o som. Juntos compuseram: "Todo Amor Que Houver Nessa Vida", "Pro Dia Nascer Feliz", "Blues da Piedade" e outras maravilhas musicais.

Com a saída de Cazuza, ele acabou acumulando as funções de guitarrista e vocalista da banda. Frejat nem imaginava que nessa época (entre 1985 e 1986) estava dando um grande passo para a carreira solo, igual ao ex-parceiro, mas isso só aconteceu em 2001, quando lançou seu primeiro álbum: "Amor pra Recomeçar. "

Certamente, Frejat deve sempre lembrar de sua trajetória no meio musical toda vez que chega à Lapa, pois, pertíssimo da Fundição, permanece o lendário Circo Voador, cujo primeiro endereço fora no Arpoador, em Ipanema, em janeiro de 1982, onde muitas bandas de rock iniciantes na época, como o próprio Barão Vermelho, pisaram e pintaram o sete, o oito, o nove, enfim, todos os números possíveis.

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Praia, sol e som

"Da praia a gente ficava curtindo o som altíssimo que vinha daquela lona azul, namorando, aproveitando o sol, o mar, enfim, a vida em geral, que nos anos 80 foi maravilhosa" relembra Denise Ferreira, nutricionista, 45 anos.

Para essa galera que adorava a presença do Circo na praia, infelizmente, durou apenas alguns meses, pois, em outubro do mesmo ano, o Circo Voador mudara para a Lapa, permanecendo no boêmio e carioquíssimo bairro desde então.

"Naquela época, os grupos de rock, ainda desconhecidos como a Blitz, Legião (Urbana), Barão Vermelho, chegavam a pé, carregando os próprios instrumentos, sem nenhum estrelismo", relata saudosamente Hugo Leonardo, morador de Ipanema desde sempre.

Na Lapa, o Circo imperava na noite carioca, cujo palco era frequentado pelos grandes nomes do rock brasileiro como: Celso Blues Boy, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Capital Inicial, dentre outros. Até que, em 1996, fechou suas portas em ato do então prefeito da cidade, César Maia. Uma lástima.

Apesar da loucura do ato do ex-prefeito, em 2004 a alegria voltou. O Circo, renovado, agora abriga mais de 2.500 pessoas e continua sendo um dos points musicais mais frequentados, por diversas tribos.