Após uma onda de demissão nos últimos meses nas principais emissoras e redações, os jornalistas profissionais do Rio de Janeiro ganharam um motivo para comemorar. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o piso regional para a categoria nesta quarta-feira. Anteriormente, o valor pago para os profissionais era irregular, variando entre R$1200 e R$1500.

A expectativa de quase dobrar o valor não pôde ser concretizada, quando, em abril, o governador Luiz Fernando Pezão vetou o aumento e regulamentação de R$2.432,72 para os jornalistas. Na época, o valor foi acertado para muitas outras categorias do estado, reajustando o piso salarial em cinco faixas de remuneração.

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O governador justificou que o valor pedido pelos profissionais era alto demais e não seria possível aceitar por conta do prejuízo que os donos de jornais sofreriam com o aumento.

Com a exclusão, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (Sindjor) se manifestou ao lado de profissionais e representantes estudantis de universidades por uma revisão do ato do governador. Dessa forma, deputados da Assembleia derrubaram o veto do governador e aprovaram o valor sugerido anteriormente. A nova lei deve valer após ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial do Estado. Dos 50 deputados que votaram no pleito a respeito do veto contra o governador, apenas três se colocaram contra: Daniele Guerreiro (PMDB), Edson Albertassi (PMDB e líder de governo) e Jânio Mendes (PDT).

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Estagiários bem pagos

Ontem, outra polêmica a respeito de remuneração absurda sacudiu a internet e virou manchete de muitos jornais e também matérias de TV. Mesmo sabendo da crise financeira em que vive o estado, a Alerj aprovou um aumento de 93% na bolsa-auxílio dos estagiários da casa dos níveis médio e superior. O valor para ensino superior pode chegar até R$2.866 e é válido para todos os que já estão trabalhando. Contudo, a lei passará por revisão para adequar o valor à realidade do mercado, em vista também de muitas críticas negativas que a decisão dos deputados da Alerj recebeu. #Vagas #Crise econômica