A Organização Mundial de Saúde (OMS) recentemente realizou um trabalho cujo propósito fora o de medir a poluição em cidades ao redor do mundo. Foi constatado que a cidade de Nova Déli, na Índia, possui o ar mais poluído do planeta. Entre as 20 cidades mais poluídas do mundo, 13 são indianas.

A poluição do ar cresceu, junto com o número de mortes por doenças causadas pelo ar poluído, como câncer, acidente vascular cerebral, doenças pulmonares e cardíacas. Em 2012, a má qualidade atmosférica chegou a matar cerca de 7 milhões de pessoas no mundo inteiro.

Para os cariocas, a notícia não é nada boa. Integrando esse trabalho da OMS para medir a poluição em cidades ao redor do mundo, descobriu-se que a cidade do Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos de 2016, é mais poluída do que São Paulo.

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A poluição carioca não é somente atmosférica. Na Baía da Guanabara, local das futuras competições de vela das Olimpíadas do ano que vem, diariamente há o despejo de esgoto doméstico e resíduos industriais.

Os números são assustadores: cerca de 45 toneladas de resíduos são recolhidas mensalmente pelos ecobarcos, um tipo de barco-lixeira. Na opinião do biólogo Mário Moscatelli, "pelo menos cinco unidades de tratamento e um trabalho intensivo de recuperação e limpeza" ajudariam a limpar no máximo 80% das águas da Baía.

Apesar de cultuada por ser uma cidade praiana, cerca de 10 praias cariocas são consideradas impróprias para os banhistas, inclusive em lugares cujo IPTU é altíssimo, como Leblon, Ipanema e Urca. Mas como os habitantes do Rio de Janeiro não passam sem uma ida à praia, arriscam-se a contrair doenças como hepatite e infecções intestinais.

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O cenário encanta, se não for visto de muito perto. O mesmo acontece com a Lagoa Rodrigo de Freitas, um verdadeiro esgoto a céu aberto, recebendo detritos de vários bairros ao seu redor.

O certo é que não depende apenas da Prefeitura do Rio e de outros órgãos envolvidos no processo de despoluição. O povo também precisa ter a consciência de não jogar lixo nos ambientes aquáticos. Já foram vistas mobílias completas em lagoas e rios, e até mesmo boiando na Baía, como sofás, poltronas, e eletrodomésticos de grande porte como fogões, geladeiras e máquinas de lavar roupa, logicamente afundados no mar.

Vejamos quanto tempo em média leva cada espécie de lixo, para sua decomposição:

- lixo orgânico: 2 a 12 meses;

- papel: 3 a 6 meses;

- garrafa plástica: 400 anos;

- vidro: mais de 4.000 anos

- alumínio: de 200 a 500 anos;

- latas de conserva: 100 anos;

- linha de nylon para pesca: 650 anos.

Números absurdos e terríveis, de fato. Mas, como já consta no verso dos maços de cigarro o malefício desse vício, seria uma boa sugestão se os outros fabricantes - que usam latas, vidros, plásticos - colocarem também esses números acima, informando quanto tempo levariam para deteriorarem-se. #Natureza #Rio2016