Em palestra proferida no auditório da Associação Comercial e Industrial de Campos-ACIC, o presidente do Fórum Estadual de #Turismo, Antônio Rossi Bastos, disse para os empresários campistas que a cidade de Campos dos Goytacazes-RJ, possui subsídios para explorar o turismo, seja ele nos aspectos históricos, como recantos naturais e também por sua #Culinária, onde o destaque fica por conta dos doces, chuvisco e da goiabada cascão.

"Campos hoje é o destino de inúmeros turistas, por sua história, cultura, atrativos naturais e gastronomia, e não fica a dever nada a outras capitais brasileiras, como Porto Alegre-RS, Belo Horizonte-MG e Salvador-BA, porque já estive nessas capitas e vi os turistas ávidos em conhecer e provar as iguarias de cada cidade", explica Bastos.

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O presidente do Fórum, informou ainda que o turismo regionalizado gera sustentabilidade para a região e resulta em qualidade de vida local.

"Pensávamos inicialmente em criar um consórcio entre os municípios, mas vimos que pode ser mais, que podemos contar com a iniciativa privada para desenvolver a atividade de forma continua, estável e duradoura" relata o presidente.

Bastos explicou aos empresários de Campos, que tendo os doces campistas como referência, ambos podem proporcionar inúmeras oportunidades de negócios diante da #Crise econômica. Uma vez que estes produtos geram um ciclo de negócios que vão desde a criação de aves e ovos, a geração de emprego e renda para as doceiras que preparam o chuvisco. Em relação à goiabada cascão, as oportunidades começam no campo, com o cultivo de goiabas e todo o processo de industrialização da fruta em goiabada, gerindo inúmeros empregos e renda para quem sabe transformar a fruta em goiabada.

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Bastos lamenta a falta de iniciativa do poder público municipal em proporcionar projetos que viabilizem a indústria dessas duas referências gastronômicas de Campos, uma vez que a cidade é cortada pela Rodovia BR-101 e por ela transitam diariamente milhares de turistas de um lado a outro do país.

"Através de uma campanha bem elaborada, tentaremos levar ao conhecimento de órgãos federais como a Embratur, que Campos possui atrativos e paralelamente fazer com que os industriais, comerciantes hoteleiros e doceiras, vejam o chuvisco e a goiabada cascão não apenas como iguaria, mas também, como um produto a ser explorado, seja ele comercialmente, industrialmente, mas também pelo ponto de vista turístico", comenta Bastos.

O turismo pode ser visto não apenas como uma indústria sem chaminés, mas também como um círculo de negócios e através de um produto ele desencadeia uma série de situações e cria novas oportunidades.

Pela sua história, riqueza cultural, personagens que entraram para a história do país, Campos ainda vive sonolenta em relação a tudo o que se passa lá fora. Outras cidades brasileiras, principalmente as do nordeste e as do sul do país, hoje exploram o turismo de diversas formas, seja na gastronomia, nos seus atrativos naturais e históricos.