Quem foi à Câmara de Maricá acompanhar mais uma sessão ordinária na segunda-feira levou um susto antes da plenária começar. Uma mulher identificada como Sebastiana de Lemos Rodrigues, insatisfeita com o governo, iniciou na área reservada para o público geral um protesto contra os vereadores da cidade. Aos gritos de “ladrões”, a mulher chamou atenção dos presentes e reclamou em alto e bom som das condições do hospital público de Maricá.

A moradora do Boqueirão foi convidada a se retirar por um guarda municipal. Não acatando ao pedido, ela voltou a gritar e permaneceu ali, até a sessão começar. Os parlamentares preferiram não comentar o ocorrido e seguiram com a leitura da Ordem do Dia como se nada tivesse acontecido.

Publicidade
Publicidade

Assista um trecho da cena:

Em entrevista para o DIÁRIO DO LESTE, Sebastiana explicou o que a motivou a ir para a Câmara na segunda-feira.

“Eu estou de saco cheio! No hospital de Maricá não tem nada. Tem que aplaudir mesmo essa pouca vergonha. No estacionamento só tem carrões de vereadores. E quem paga eles somos nós”, gritou.

Sebastiana contou que tem presenciado “uma verdadeira vergonha” em Maricá. Segundo ela, a gota d’água foi quando sua filha Maria Vitória ficou internada no hospital público da cidade e entrou em coma porque o local não conta com respiradores.

“A minha filha ficou só um dia no hospital porque meu amigo conseguiu uma transferência. Se não conseguisse, ela teria morrido” disse a mãe.

Ela prometeu também que voltará à Câmara, com mais pessoas para uma nova manifestação.

Publicidade

“Da próxima vez eu virei com outras mães, já que ninguém mexe a bunda ali dentro. Todos que vão ao hospital saem indignados. E já estamos começando um movimento contra esses ladrões”, concluiu.

Vereadores entram mudos e saem calados

Após a retirada de Sebastiana da casa legislativa da cidade, o presidente da Câmara de Maricá, o vereador Valdevino da Costa “Chiquinho” (PT) iniciou a leitura da Ordem do Dia. Entre as matérias do dia, a maioria foi direcionada para a área de infraestrutura da cidade, como a troca de nomes de ruas e recapeamento de vias. Nenhuma indicação para a área da saúde foi feita. #Governo #Reforma política #sistema de saúde