Por volta das 7 horas da manhã desta segunda (12), uma voz surgiu pelos autofalantes instalados do lado de fora da #Igreja de Nossa Senhora do Pilar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A voz pedia que os agentes da Defesa Civil ou do Corpo de Bombeiros fossem socorrer uma pessoa que havia caído de uma passarela.

Infelizmente esta voz estava equivocada. Não foi uma pessoa que caiu, mas sim mais de dez pessoas que desabaram junto com uma velha passarela de madeira, montada pelo DER-RJ, para a passagem de pedestres enquanto a duplicação das pistas não fosse terminada.

As vítimas, em geral senhorinhas, foram prontamente atendidas pelos socorristas que estavam por lá.

Publicidade
Publicidade

Todos foram retirados da estrutura em poucos minutos. Como por milagre, apenas duas senhorinhas tiveram problemas mais sérios. Uma teve uma fratura no fêmur e precisou passar por uma cirurgia. Ao término, a boa notícia: a cirurgia foi bem-sucedida e ela passa bem. 

Durante o decorrer do dia, várias informações desencontradas foram passadas pelos veículos de comunicação. Chegaram a dizer que mais de 30 pessoas teriam ficado feridas no acidente, que, segundo informação oficial, foram apenas 11.

Este problema de desencontro de informações não foi só da imprensa com a quantidade de feridos. O DER-RJ também não sabia direito o que informar. Na primeira entrevista dada por um representante do Departamento, ele alegou que aquela estrutura foi feita apenas para funcionários que trabalhavam nas obras da pista e não deveria ter sido usada pelos romeiros.

Publicidade

Mas uma placa instalada e depois retirada no ato de interdição da passagem indicava “Passagem de Pedestres” com uma seta apontando para a tal passarela. Horas depois, o DER divulgou nota dizendo que o representante estava errado e que aquela passagem foi colocada há apenas 10 meses e não há mais de cinco anos como alguns fiéis estavam contando. E para finalizar a nota, o DER disse que não teria sido avisado da 32ª Romaria do Pilar. 

A Polícia Civil fez a perícia na passarela e, previamente, já comentou sobre o péssimo estado de conservação da estrutura, que estava repleta de cupins, coisa que quem estava por lá também pode constatar logo após o desabamento. Alguns romeiros que passaram mais cedo também falavam a respeito de ouvir alguns estados na passarela durante a travessia. Ou seja, o colapso dela era uma questão de tempo.

Após a missa o bispo de Duque de Caxias, Dom Tarcísio Nascentes dos Santos, foi aos hospitais visitar os fiéis feridos. No fim da tarde a Diocese de Duque de Caixas divulgou a seguinte nota:

“Sobre o acidente ocorrido durante a 32ª Romaria do Pilar

A Diocese de Duque de Caxias vem por meio desta nota tornar pública a sua posição a respeito do acidente ocorrido nesta manhã durante a tradicional Romaria do Pilar, evento católico que reúne há 32 anos milhares de fiéis de Duque de Caxias, São João de Meriti e região. Por aglomerar grande número de pessoas, este evento é realizado no espaço externo, ao lado da igreja Nossa Senhora do Pilar, a mais antiga da nossa região, templo este tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Na manhã, pouco antes do início da missa, uma passarela de madeira para uso dos pedestres, construída ao lado da Avenida Governador Leonel de Moura Brizola, desabou com um grupo de fiéis que se dirigia ao local da celebração. Dentre os transeuntes, onze ficaram feridos, dois dos quais de maneira um pouco mais grave, embora, nenhum deles correndo risco de morte. Os órgãos públicos foram imediatamente comunicados e a assistência aos feridos prontamente realizada, sendo os mesmos transferidos para os hospitais da região.

A Diocese de Duque de Caxias se solidariza com as vítimas, e na pessoa do seu bispo, Dom Tarcísio Nascentes dos Santos, e do seu clero, se faz próximo das mesmas, inclusive visitando-as nos hospitais e levando conforto às famílias”.