A primeira parte de um pesadelo teve fim na vida de Alexandre Augusto Andrade da Ressurreição. Acusado de realizar roubos em Vila da Penha, ele recebeu um habeas corpus deferindo sua liberdade e voltou para a casa nesta sexta-feira, 09. Alexandre tentava o mestrado em jornalismo e era funcionário concursado da Fiocruz. O seu salário gira em torno de R$ 9 mil mensais brutos. Mesmo assim, Alexandre foi acusado de roubar dois celulares, um aparelho de DVD e R$ 100. Segundo testemunhas, ele estaria acompanhado de dois comparsas na noite do dia 30 de agosto, data do #Crime. O servidor foi preso no dia primeiro desse mês em sua casa. Segundo amigos, policiais fortemente armados entraram na residência e o levaram para uma delegacia da região.

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De lá para cá, amigos e familiares criaram uma enorme mobilização na internet, que promete não ter fim até que a inocência de Alexandre seja provada na justiça. 

Em um grupo do Facebook, cerca de 10 mil pessoas dividiram informações sobre o preso. Todas elas contaram relatos de que não fazia o menor sentido sua prisão. Alexandre também foi servidor no IFRJ e mesmo não estando mais na instituição, não faltaram amigos, também servidores, que defenderam sua honra com "unhas e dentes". Rosimery Cruz foi uma delas. Ela aparece na foto que dá capa à esta matéria. Cruz disse que sempre conviveu com o acusado e que ele nunca demonstrou qualquer desvio de caráter. Pelo contrário, seria um homem que sempre ajudou o próximo. 

A mobilização também foi agradecida pelo próprio Alexandre.

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Ele usou sua página pessoal para falar com as pessoas que torceram, se mobilizaram e até oraram por ele. Na mensagem, o servidor diz que ainda não consegue mensurar o tamanho dessa união para conseguir provar a sua defesa. Ele se disse muito feliz por conseguir retornar à vida familiar. "Queria muito dividir essa vitória com vocês", disse ele. Alexandre também escreveu que não sabe como retribuir tamanho carinho, mas lembrou que uma grande batalha ainda vem pela frente. Ele precisará provar na justiça sua inocência. "Essa união me dá ainda mais força de provar de cabeça erguida que sou inocente. Ainda faltam algumas barreiras para terminar essa batalha", finalizou ele.