A prática do skate vem crescendo a cada dia nas cidades brasileiras e não seria diferente em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. No centro da cidade, na Avenida Presidente Kennedy, há um galpão que desde a desocupação do mercado popular de camelôs encontra-se abandonado. O local vem sendo utilizado por centenas de skatistas que fizeram do espaço o sonhado skate park.

Fábio No-Comply, 38, é micro-empresário do ramo de skate e integrante do movimento SK8-SG (Skate São Gonçalo). No-Comply sonha em transformar o local em um Centro Cultural Alternativo, além de acreditar no potencial de #Turismo do empreendimento público que imagina, apesar das dificuldades encontradas.

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"Não tem lugar para andar de skate em São Gonçalo, a gente quer fazer um Centro Cultural Alternativo, ou seja, por mais rampas de skate e colocar bandas para tocar aos finais de semana. Se São Gonçalo tivesse um skate park como em Niterói (em São Francisco) poderia se tornar um polo de turismo esportivo como é em São Paulo, Barcelona e na Califórnia. A gente quer cuidar do espaço: grafitar, pintar as colunas e o chão, mas não tem água e nem eletricidade", afirma.

O Secretário de Turismo e Cultura, Michel Portugal, recebeu na manhã desta quinta-feira (08) Fabio No-Comply, acompanhado pelo skatista Renato Macedo, 20, estudante e também integrante do movimento SK8-SG, em seu gabinete no Centro Cultural Joaquim Lavoura. Portugal gostou do projeto e da forma como os skatistas estão ocupando o espaço, e se comprometeu em enviar um ofício ao gabinete do prefeito Neilton Mulim para que possa haver uma audiência para discutir essa situação.

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"Os skatistas acabam saindo de São Gonçalo e usando o espaço público em outros municípios. Eu acredito que é válido (a reinvindicação) e fiquei muito feliz por terem procurado a Secretaria de Turismo e Cultura e o que hoje posso fazer é enviar essa reivindicação ao prefeito Neilton Mulim e mostrá-lo que há um público em São Gonçalo, contem comigo. A partir de hoje podemos pensar em alguma parceria, em algum evento aqui no Centro Cultural (Joaquim Lavoura) podendo ser algo sem custo dentro da casa da cultura", diz.

Os skatistas mostraram-se otimistas após a reunião devido a recepção e a boa vontade do secretário em solucionar esse impasse.

"Desta vez fomos bem recebidos pela prefeitura e em outras ocasiões que não fomos recebidos dessa forma, tivemos promessas desde 2012 que não foram atendidas até hoje, dessa vez nós tomamos a iniciativa, já estamos fazendo e utilizando em local público, estamos satisfeito que a prefeitura não nos tirou de lá, sem problemas até agora".

"Queremos mostrar que tem gente que quer andar de skate e é a favor da cultura alternativa: do hip hop, do rock, do rap, do grafite, do reggae e essas pessoas precisam ter um espaço público para utilizar e não precisarem ir ao centro do Rio e de Niterói para exercer sua cultura e cidadania", finalizou Fabio No-Comply. #Rio Cultura #Blasting News Brasil