Na última quarta-feira, dia 14, sete dos onze vereadores de Maricá se reuniram para mais uma sessão ordinária da Câmara. Na tarde, Felipe Auni (PPL) foi ao púlpito para dar uma resposta ao prefeito Washington Quaquá (PT) que, em seu Facebook, se referiu ao vereador como “menina histérica da oposição”. A briga começou na última semana, quando o vereador pediu explicações ao Executivo sobre os gastos com o Hospital Municipal Doutor Ernesto Che Guevara. A sessão, que durou além do horário normal, foi acompanhava também por jovens da União da Juventude Socialista (UJS), que foram ao local protestar contra Auni.

O vereador Felipe Auni (PPL) foi incluído na Ordem do Dia com um projeto de lei que pede que nomes de ruas, estabelecimentos públicos e outros setores não recebam nomes de “torturadores, ditadores, assassinos ou de qualquer pessoa que tenha agido com crueldade e tenha cometido crimes que desrespeitem os direitos da pessoa humana”.

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O pedido é para impedir que o nome do novo hospital, que ainda está em fase de construção, não homenageie o médio argentino-cubano que liderou a Revolução Cubana nos anos 1950.

O vereador criticou como Quaquá se comunica. Para ele, o prefeito só sabe falar pelo Facebook, onde chegou a usar uma foto do parlamentar para gerar críticas.

“Eu hoje protocolei a primeira moção de repúdio e retratação pública da história da Câmara. É complicado, pois da mesma forma que ele me ofendeu pode fazer o mesmo com outro legislador desta Casa. Em entrevista ao jornal O Dia, Quaquá falou que o único vereador da ‘oposição’ o criticou pelo nome do hospital. A resposta dele foi a seguinte: ‘o #Governo é meu. Eu coloco o nome que eu quero’. Não era aqui que o povo governava?”, discursou o parlamentar.

Auni fez questão de destacar outros pontos da entrevista ao jornal O Dia.

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“Eu já ouvi essa frase em algum lugar parecido: Adolf Hitler. O prefeito ainda disse que vai colocar dois teleféricos ao custo de R$ 80 milhões. Eu queria entender o que tem a ver teleférico com saúde. O prefeito vai transportar paciente agora tem teleférico?”, falou Auni.

Em resposta, o vereador Adelso Pereira (SDD) tentou contrariar o discurso de Auni e foi em defesa de Cuba.

“Eu não vou defender aqui o Che Guevara. Dou meio fraco na área de cultura porque não gosto de ler. Eu não conheço profundamente a História, mas eu estive em Cuba. A educação, saúde e transporte funciona para o mundo inteiro e é um bom exemplo a ser seguido”, disse o vereador. #Reforma política #Protestos no Brasil