Durante as últimas semanas, houveram paralisações nas emergências hospitalares por conta da crise financeira do Estado do Rio de Janeiro. Sabe-se também que a crise atingiu outros setores da administração do Governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), como saúde e a segurança pública.

Com o acúmulo de R$ 285 milhões em dívida na #Educação e sem salários e 13° pagos, os professores ameaçam não iniciar o ano letivo. De acordo com a coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino, Marta Moraes, as escolas estaduais tiveram um péssimo fim de ano.

Ocorreram falta de matérias de ensino e de merenda escolar. Sem a limpeza adequada, as escolas acabam por ficarem sujas.

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Ela ainda ressaltou que se não haver o pagamento dos salários, o ano letivo não começa.

Na Escola João Luiz, localizada na zona norte do Rio, os agentes fazem talheres com a tampa de quentinhas dadas para a alimentação dos servidores. A dívida total com as empresas de alimentação chega a R$ 11,6 milhões. O presidente do sindicato da categoria, João Luiz Rodrigues, afirma que todos estão recebendo comida fria, muitas vezes com odor desagradável, e ainda ressalta que essa situação pode acabar gerando uma rebelião.

Na área da Saúde, as UPAs enfrentam problemas em atender casos de emergência mais complexos por falta de recursos. A segurança da UPA no bairro Colubandê, em São Gonçalo, está precária, pois os vigilantes estão em greve desde o domingo por falta de salário. Outras quatro UPAs estão com restrição no atendimento pediátrico.

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A dívida do governo com fornecedores no setor da saúde chega a R$ 231 milhões.

A crise ainda afeta programas como o Disque-Denúncia, no qual passará a não atender durante a madrugada, domingos e feriados e o 'Minha Casa, Minhas Vida', ao qual não terá mais monitoramento. As recompensas para quem der pistas de foragidos serão menores.

No setor de Assistência Social, as dívidas chegam a R$ 24,8 milhões em alimentação, e R$ 10,7 milhões em programas de proteção a crianças e adolescentes. A secretária da Assistência Social, juntamente da fazenda, declarou que estão trabalhando para realizarem o pagamento o mais breve possível. #Crise econômica #Crise no Brasil