O comando geral da Polícia Militar carioca resolveu agir após os trágicos episódios do último final de semana, quando quatro agentes da corporação dispararam mais de 50 vezes contra um Pálio branco ocupado por cinco jovens na região de Costa Barros. Todos eles morreram. Como se não bastasse, os soldados forjaram uma alteração na cena do #Crime.

Atendendo a uma parte do clamor popular, a PM decidiu exonerar o comandante Marcos Netto, tenente-coronel responsável pelo 41° Batalhão de Irajá, que abrange a área de Costa Barros. A corporação informou que a decisão em afastar Netto decorreu do fatídico episódio dos cinco assassinatos no último final de semana.

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Em comunicado oficial divulgado pelo comando da PM, o processo de exoneração de Marcos Netto é resultante da união de forças que a corporação vem tendo nos últimos tempos para modificar o formato de operação das unidades em áreas de conflito.

Os quatro policiais envolvidos nos crimes estão retidos em uma unidade prisional na cidade de Niterói. Eles responderão por fraude processual, já que alteraram a cena do crime. E apenas um deles não responderá por homicídio doloso, quando há a intenção de matar. José Mariano Beltrame, secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, já manifestou sua vontade de expulsar da corporação os envolvidos.

Essa não é a primeira grave polêmica em que agentes à serviço do Batalhão de Irajá se encontram. Em outubro, um sargento atirou em dois homens que transitavam de moto.

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Ele havia confundido o macaco hidráulico que estava sendo levado com um fuzil. #Investigação Criminal #Casos de polícia