A consternação e o pedido de justiça marcaram o enterro dos jovens mortos em uma operação policial no último final de semana em Costa Barros, zona norte do Rio. Desolados, os familiares presentes demonstraram profundo abatimento e incredulidade com a ação dos policiais, que, além de terem disparado mais de 50 tiros de fuzil contra o Pálio branco em que os jovens estavam, não permitiram socorro.

Ao menos essa é a versão de Érica Domingos, tia de Wilton Domingos (20), um dos cinco jovens executados ao saírem de uma comemoração na zona norte carioca. “Esses homens acabaram com as nossas vidas. Será que eles têm pai, mãe ou filhos? Esses policiais não deixaram nós socorrermos os meninos”, afirmou.

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Em uma ação conjunta, a família dos cinco garotos assassinados resolveram ingressar na Justiça contra o Estado. Os quatro policiais envolvidos na cruel operação estão presos em Niterói e responderão por fraude processual, já que tentaram alterar a cena do #Crime. Apenas um deles não responderá por homicídio doloso, quando existe a intenção deliberada de ocasionar uma morte.

Segundo alguns detalhes divulgados pelos familiares, as vítimas estavam retornando de uma comemoração por um deles ter recebido o seu primeiro salário. Na versão dos policiais, os disparos foram feitos em legítima defesa, já que quando chegaram em Costa Barros para “atender uma ocorrência contra um caminhão saqueado”, receberam tiros de alguns bandidos. A versão foi tida como mentirosa pelos investigadores responsáveis.

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“Se fosse o meu menino que tivesse assassinado o policial, ele estaria lá no presídio de Bangu. Então eu também quero eles em Bangu, e não no quartel. Pezão (governador do Rio de Janeiro), um pedido de Natal: uma coroa de flores para o caixão do meu filho”, disse Mônica Corrêa, mãe de Cleiton, um dos cinco jovens mortos pelos policiais. #Investigação Criminal #Casos de polícia