Cinco policiais do Bope tiveram suas prisões preventivas decretadas neta sexta-feira (11) após investigação, por suspeita de receberem propina de traficantes de favelas da cidade do Rio de Janeiro, além dos mandatos de prisão contra os PM lotados no Batalhão de Operações Especiais, ainda foram emitidos outros 15 mandatos de busca e apreensão. A operação conjunta da Coordenadoria de Inteligência da PM, Subsecretaria de Inteligência - SESEG e a Corregedoria Interna da PM, foi batizada como Black Evil, em alusão a "desonra" destes agentes ao uniforme de cor preta da corporação, referenciada como Tropa de Elite.

A investigação durou cerca de 5 meses, durante o período a corregedoria acompanhou os suspeitos 24 horas por dia, interceptando informações que eram passadas para traficantes de diversas comunidades do Rio de Janeiro, durante a investigação os agentes chegaram a montar operações falsas, que não aconteceriam, para testar os suspeitos investigados.

Publicidade
Publicidade

As suspeitas surgiram após a realização de várias operações sem resultados, o insucesso destas incursões fortaleceram a teoria de que existiriam vazamentos de informações sigilosas do Batalhão, o comandante da operação comenta que em algumas incursões encontravam as favelas vazias "nem cachorro latia" relata. Os PM presos detalhavam dia e hora em que as operações aconteceriam em comunidades da zona norte e zona oeste e também da baixada, recebendo de 2 mil até 10 mil reais por informação.

Além da venda de informações privilegiadas os detidos são acusados de vender armas e munições apreendidas em operações policiais, à princípio foram feitas 4 prisões de envolvidos, sendo que um quinto elemento procurado estaria de viagem aos EUA mas que pretendia se entregar.

Foram detidos os policiais Cabo Maicon Ricardo Alves da Costa, o Terceiro Sargento André Silva de Oliveira, o soldado Raphael Canthé dos Santos e o cabo Rodrigo Meleipe Vermelho Reis, que seria o responsável pelo recolhimento das propinas, todos pertencentes ao BOPE - Batalhão de Operações Policias Especiais e ainda o agente Silvestre André S.

Publicidade

Felizardo do Décimo Quinto Batalhão da Policia Militar do Rio de Janeiro, este último acusado de ser o encarregado de aliciar agentes em cada equipe, segundo informações da promotora responsável Angelica Glioche do Gaeco, garantindo informações em vários equipes do Bope, o mesmo "orientava os aliciados a ligarem pelo menos duas vezes ao dia, mesmo que não houvesse operações planejadas para tranquilizar os traficantes". Como provas foram apreendidas na casa de um dos envolvidos várias armas e dinheiro no valor de R$ 78,000,00.

Os policiais foram primeiramente denunciados à Justiça Militar pelo GAECO - Grupo de Atuação Especial de Combate ao #Crime Organizado do Ministério Público pelos crimes de corrupção passiva e quebra de sigilo funcional. Os detidos serão denunciados também pela promotoria pública à Justiça Comum por associação para o tráfico.

Também foi publicada uma nota em uma rede social conforme segue "O Comando do BOPE constatou há alguns meses, indícios de condutas ilícitas por parte de policiais da Unidade.

Publicidade

Diante dessa suspeita, procurou o apoio da Corregedoria Interna, bem como de órgãos externos que tivessem as ferramentas necessárias para realizar uma profunda investigação do caso. Com as informações coletadas e utilizando estratégias de inteligência, foi possível chegar aos policiais envolvidos".

De acordo com as informações prestadas pelo corregedor da operação outras investigações estão em curso e que acredita haver um numero maior de envolvidos e novas prisões ainda poderão acontecer.

Em declaração a imprensa elogiando a ação do Bope, o Corregedor Geral da PM Coronel Victor Yunes declarou: "Estamos cortando na própria carne porque queremos ser exemplos positivos para uma sociedade acostumada a negatividade, esse é o recado que estamos dando". #Filme #Casos de polícia