Uma possível solução pensada pela prefeitura municipal da cidade do Rio de Janeiro para amenizar a onda de desemprego na construção civil, que possivelmente acontecerá a partir do mês de agosto deste ano, quando se encerram as obras para as Olimpíadas Rio 2016, é o conjunto de dez projetos intitulado ‘Em Frente Rio’.

Trata-se de projetos de mobilidade urbana, logística, saneamento básico e infraestrutura, que, segundo o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), pode gerar em torno de 39 mil empregos (38.300 pelo menos).

No entanto, para a execução do projeto ‘Em Frente Rio’, a prefeitura estima um orçamento de 26,7 bilhões de reais, que seria oriundo de verba privada.

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É exatamente este o problema apontado pelo economista Adriano Fonseca.

“Em uma época de grave #Crise econômica, na qual os empresários estão totalmente desmotivados para investir devido à falta de confiança nos governos, como a prefeitura do Rio vai conseguir uma verba tão grande de quase 30 bilhões? A ideia é boa no papel, mas e na prática? Pode amenizar o desemprego momentâneo dos trabalhadores da construção civil, mas quem vai pagar essa conta depois?”, questiona Adriano.

“Em época de crise, é preciso ser precavido e não apostar em projetos ‘faraônicos’. Espero que esse ‘Em Frente Rio’ não doa futuramente no bolso da população fluminense”, conclui o economista. #Rio2016 #Crise no Brasil