A prefeitura do Rio de Janeiro passará a controlar o #Hospital Rocha Faria e o Albert Schweltzer (estaduais). O prefeito Eduardo Paes (PMDB) e o governador Luiz Fernando Pezão, da mesma sigla, fizeram o anúncio nesta segunda-feira (04/01).

O orçamento financeiro dos hospitais será de R$ 500 milhões por ano e o município é que será o responsável pela sua manutenção. O hospital Albert Schweltzer será assumido no dia 07/01 e o Rocha Faria em 11/01/16.

Na quarta-feira (05/01), o grupo da casa civil (governo) e secretários de saúde do estado e município do Rio de Janeiro conversaram sobre como se dará as mudanças da gestão dos hospitais. 

Pedro Paulo (secretario municipal), informou que irá contratar as pessoas para trabalharem através das organizações de saúde.

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Os que estão trabalhando na área hospitalar atualmente irão ser deslocados para outros do estado.

O Albert Schweltzer no ano passado encerrou as suas atividades antes do dia 26/12, devido a problemas financeiros do estado do Rio de Janeiro. Na época havia falta de materiais hospitalares, atrasos nos salários dos médicos e enfermeiros.

Eduardo Paes falou que na época da campanha política havia feito à promessa de administrar os hospitais e na gestão de Sérgio Cabral teria se responsabizado pelo hospital Pedro 2º (zona oeste do RJ).

PÉSSIMO ATENDIMENTO NA SAÚDE

Na maternidade municipal Leila Diniz (Barra/RJ) ocorreu à morte de sete recém-nascidos e um péssimo atendimento ao público. Houve denúncias de pacientes com câncer que precisavam ser atendidos no hospital Mário Kroef (Penha) e que tiveram suas sessões suspensas (radioterapia e quimioterapia), pois não havia médicos e remédios, e os equipamentos estavam quebrados.

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O hospital que trata o câncer tem recursos da Secretaria Municipal de Saúde e do SUS (Sistema Único de Saúde).

OS CORTES FINANCEIROS

Luiz Antônio de Souza Teixeira Júnior (secretário estadual da área de saúde no RJ) editou no Diário Oficial uma resolução informando cortes financeiros na área, cujo percentual será de 50% no orçamento. Essas medidas diminuirão gastos dos órgãos e associações ligadas à secretaria de saúde e deverão ser implantadas até 31/03/16.

Haverá avaliação das licitações em andamento ou homologadas e as que estão para serem liberadas passarão pelo crivo dos ajustes e da verba para 2016. Os imóveis alugados para os setores da administração estarão sob critérios de análise e darão prioridade para os do estado. Os custos relativos a transportes, gastos ao dia, assim como deslocamentos dos funcionários, serão reduzidos para contensão de despesas.

Tudo ficará a cargo do Comitê de Gestão e um projeto de mudanças na organização da secretaria será apresentado e terá a redução de 30% dos cargos comissionados. #Crise econômica #Crise no Brasil