O governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB) está cada vez mais enrolado com os cariocas e fluminenses em geral. Após declarar crise na saúde pública, atrasar salários do servidores, pedir que eles fizessem empréstimos bancários e mudar a data de pagamento para o dia 12, o governante tomou outra decisão que pode prejudicar ainda mais a sua imagem. Ele estuda tirar o programa 'Rio sem homofobia' da secretaria de assistência social e direitos humanos do Rio de Janeiro. Isso porque seu novo secretário, o pastor Ezequiel Teixeira quer.

A contratação do religioso para a pasta foi feita em dezembro de 2015, mês passado.

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Desde que assumiu o cargo, Ezequiel deixou clara sua visão de mundo. Ele teve apenas um encontro com os responsáveis pelo programa, que visa combater a homofobia em todo o estado e promover a cultura da paz, tolerância e ampliar os direitos dessa minoria, além de oferecer assistência de emprego e saúde.

O secretário já declarou publicamente em seu discurso para eleição como deputado estadual de que gays são considerados anticristos. Esta era sua principal fala, justificada pela "defesa da família tradicional".

Cláudio Nascimento, superintendente do programa 'Rio sem Homofobia', já teve embates públicos com o novo secretário da pasta de direitos humanos do Estado. Ezequiel também é declaradamente contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Porém, a pasta em que o novo secretário trabalha é responsável pela realização de casamentos coletivos entre membros da comunidade LGBT.

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No Twitter, algumas pessoas se manifestaram contra a escolha do secretário de direitos humanos do Estado.

"É uma piada isso. Como a gente pode confiar em um sujeito desses?", escreveu um seguidor.

"Isso é o #Governo vendendo nossos direitos. Pura troca de favores e 'desconquista' de direitos essenciais de toda população LGBT!! ABSURDO", publicou outro usuário.

Prima de Cunha no gabinete

Esta não é a primeira nomeação que causa revolta entre os eleitores cariocas. O governador Pezão causou polêmica, ainda em 2015, ao nomear Teresa Cristina Cosentino para seu gabinete. Ela era secretária de direitos humanos do Rio e deixou a pasta para entrar como assessora especial de Pezão. Entretanto, ela é prima do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que está sendo investigado pela Operação Lava-Jato. #Rio2016 #Reforma política