Com o aumento de passagens municipais e intermunicipais autorizados pelo governador Luis Fernando Pezão (PMDB) e os prefeitos do Estado do Rio de Janeiro, dentre outras localidades da Federação, centenas de pessoas foram às ruas protestar. A #Manifestação organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL) seguia tranquilamente, mas terminou em confronto com PMs na altura da Central do Brasil, zona central da Cidade Maravilhosa.

Na capital carioca o preço da tarifa municipal subiu 40 centavos - de R$ 3,40 para R$ 3,80. Os manifestantes pedem que o reajuste anual não ocorra, o que pode onerar ainda mais no bolso do cidadão diante da crise financeira que o país vive.

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Como de costume, apesar dos gritos de ordem e pedidos de paz, os ativistas foram reprimidos pela Polícia Militar (PM) na altura a Central do Brasil. A confusão iniciou-se por volta das 21h. Muitas pessoas ficaram chocadas ao tentar voltar para casa, pois o cenário ao lado da estação de ônibus e trens era de guerra, com direito a balas de borracha e bombas de efeito moral.

Alguns manifestantes jogaram contra os PMs objetos queimando. Foi necessário o uso da cavalaria. Alguns ativistas foram presos como ação preventiva da Polícia.

Segundo a Agência Brasil, o tumulto teve início porque manifestantes jogaram bombas caseiras em uma das instalações da Guarda Municipal na altura a Avenida Presidente Vargas. Também foram jogadas pedras nos guardas que estavam no interior do prédio, localizado defrente à estação da Central.

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Com o "circo armado", as pessoas que voltavam do trabalho para casa fugiram para a central de trens devido à fumaça.

Cidade do Rio não aumenta passagem

Em Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro, o prefeito Washington Quaquá (PT) decidiu não aprovar nenhum aumento de preço dos ônibus municipais das empresas concessionárias do serviço, a Costa Leste e Nossa Senhora do Amparo. O valor da passagem em Maricá continua custando R$ 2,70.

Belo Horizonte e São Paulo também realizaram manifestações

Na capital paulistana também foram feitas passeatas organizadas pelo MPL na Avenida Paulista. A polícia também tentou deter os ativistas. Belo Horizonte realizou outra ainda hoje e sofreu repreensão da PM. O Movimento Passe Livre deve divulgar nos próximos dias estimativas oficiais dos ativistas sobre os movimentos pelo não-aumento a passagem de ônibus no Brasil. #Crise no Brasil #Protestos no Brasil