Preocupante, essa é a palavra que melhor define a situação das empresas de ônibus no Rio de Janeiro. De 2015 até agora, cerca de cinco empresas decretaram falência. A última foi a Algarve, ou seja, pelo menos 100 ônibus devem ficar fora de circulação a partir desta semana.

Problemas à vista

Isso significa que quase 400 mil passageiros enfrentarão dificuldades relacionadas ao transporte público na Zona Oeste. Não só isso, a medida também afeta os funcionários da empresa. Há um esforço para manter os postos de trabalho, entretanto, de acordo com Lélis Marcos Teixeira, presidente do Rio Ônibus, não se sabe por quanto tempo essa situação poderá ser revertida.

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Segundo o representante dos rodoviários e vice-presidente do Sintraturb-Rio, Sebastião José da Silva, de 1982 a 2014 apenas sete empresas fecharam as portas, e em 2015 foram cinco, o que é discrepante. Ele ainda alerta: “Vêm mais por aí”.

Lélis destaca que a situação ficou fora de controle em agosto, quando tudo pareceu piorar. Um dos motivos que levou a esse ponto foi a retração de, pelo menos, 12% dos passageiros em função da queda de emprego, ou seja, isso afetou na compra de 90 mil vales-transporte.

Promessa de recolocação

Para se ter uma ideia, as quatro empresas que faliram no ano passado tiveram que demitir 1980 funcionários. O Rio Ônibus vai se reunir com o sindicato dos rodoviários a fim de buscar solução, sobretudo para regularizar a situação dos funcionários demitidos pela Algarve.

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De acordo com a entidade, outras aviações devem contratar essas pessoas.

Subsídios

Dionísio Lins (PP), vice-presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), defende a participação de recursos do #Governo no intuito de evitar mais desemprego no setor: “A situação chegou a um ponto incontrolável”, desabafou.

No entanto, Marcelo Freixo, deputado estadual (Psol-RJ), destaca que “esse é um setor sem transparência”, por isso essa questão deve ser avaliada antes da concessão de benefícios.

Linhas afetadas

Essas são as linhas da Algarve: 388, 752, 750, 754, 759, 756, 857, 871, 858, 872, 881, 873, 892, 2307, 2303, 2308, 2331, 2309 e LECD14. De acordo com o vice-presidente do Sintraturb-Rio, outras empresas também devem seguir o mesmo destino e a Transporte Madureira Candelária está entre as ameaçadas. #Trabalho #Rio2016