O Conselho Regional de #Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ) iniciou as investigações para saber o que realmente causou a morte da modelo finalista do concurso “Musa do Brasil 2015”. De acordo com apurações feitas pelo portal R7, o CREMERJ passou a informação de maneira precisa, afirmando que o médico Wagner Alberto de Moraes, que atendeu a modelo, não tem a especialidade de cirurgião registrada no órgão, ou seja, ele não é cirurgião. 

Ainda de acordo com o R7, a Polícia Civil está ouvindo o médico, que por sua vez apressou-se em afirmar que a modelo não havia dito nada a ele antes da cirurgia que fazia aplicações de estimulantes de cavalo nas coxas. Sobre os efeitos de anabolizantes no corpo humano, o Dr.

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Wagner falou que esses produtos são iguais às bombas e que, assim como eles crescem as coxas, também crescem o coração, que da mesma forma é um músculo. Ele também concluiu que o que ocorreu em seu local de trabalho não está relacionado somente a um assunto de cirurgia plástica. O Dr. Wagner Alberto de Moraes também é o proprietário da clínica onde Raquel realizou o procedimento.

Polêmica: velório interrompido

As análises feitas no corpo da modelo Raquel dos Santos, de 28 anos, que morreu após procedimento estético cirúrgico em Niterói, Região Metropolitana do Rio, não mostraram qual foi a relação entre o uso de anabolizantes ou do cigarro com a parada cardíaca que ela sofreu após a aplicação do ácido que a levou à morte. A modelo tinha o sepultamento marcado para as 16h de terça-feira (12), no Cemitério Parque da Paz, porém uma delegada da Polícia Civil (PC), que não se identificou, não permitiu que o corpo de Raquel fosse enterrado sem que antes fosse feita uma autópsia no Instituto Médico Legal (IML).

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O Dr. Wagner Alberto de Moraes, cirurgião plástico, que atendeu à modelo, havia declarado que Raquel possuía uma bomba relógio, porque ela injetava anabolizante para animais no corpo. O médico diz que o procedimento estético que ele havia realizado na modelo não tinha qualquer associação com a parada cardiorrespiratória que ela sofreu. De acordo com o cirurgião, ele só ficou sabendo que Raquel fazia uso constante de anabolizante e fumava minutos após ela passar mal.

Para chegar a uma conclusão, a Polícia Civil (PC) terá que analisar as imagens das câmeras do hospital, pois os depoimentos do marido da modelo e do médico que a atendeu em sua chegada ao hospital divergem. O delegado Mário José Lamblet dos Santos, responsável pelo caso, contou que o médico assegurou que Raquel chegou ao hospital ainda viva, mas com muitas dores.  Já o marido da modelo falou que ela chegou no hospital com os lábios roxos e com sérias dificuldades para respirar. Quando terminou de prestar seu depoimento, Wagner Alberto de Moraes negou que seja responsável pela morte da modelo e disse que está tranquilo quanto ao caso.

Ainda não tem data para ser divulgado o laudo com a real causa da morte da modelo carioca. #Moda #Beleza