O cidadão fluminense se acostumou há alguns anos a desfrutar dos benefícios de integração dos cartões de bilhete único, o popular riocard que além de ser prático e seguro, ainda garante descontos significativos nas passagens dentro do Rio de Janeiro.

E justamente esse 'desconto' atribuído ao bilhete único pode estar com os dias contados, a parcela que o cidadão fluminense conseguia de desconto, nunca foi verdadeiro.

As empresas de ônibus, trem, barcas e outras concessões de transporte público do estado sempre receberam esses valores que os usuários pagam a menos, e até o momento ele é pago pelo governo do estado do Rio de Janeiro.

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Como o governo do estado está passando por uma grave crise de arrecadação, todos os setores por ele administrados estão próximos do caos, desde a saúde com hospitais que não atendem e funcionários que não recebem, até o zoológico do Rio, o RioZoo está interditado pelas condições precárias de manutenção.

Some o que foi relatado a falta de pagamento dos servidores estaduais e do judiciário que 'sequestrou' verbas do fundo de pensão dos bombeiros e policias militares do estado para garantirem seus pagamentos e as parcelas do 13º salário ainda em atraso.

Atualmente o Estado possui cerca de 4 milhões de usuários beneficiados pelo Bilhete Único intermunicipal e eles provavelmente deverão pagar a conta da crise no Estado. O governador Pezão esteve na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, a Alerj e propôs o corte de subsídios pagos pelo governo às empresas de transporte público que garantem o desconto no Bilhete Único.

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Além desse corte de subsídios o 'pacote' de intenções de corte e alterações do governador interferem diretamente na aposentadoria dos servidores do estado, PMs e Corpo de Bombeiros Militares. Nesse sentido Pezão mencionou que 'para cada 100 coronéis da ativa, existem 600 aposentados'.

Pezão encerrou seu discurso na Alerj afirmando que na maioria dos países as pessoas se aposentam com 65 ou mais anos de idade, e que o estado não aguentaria mais comportar aposentadorias de militares aos 48 anos de idade no teto de suas carreiras. #Trabalho