O governador do estado do Rio de Janeiro, Luís Fernando Pezão, já havia dado a declaração de que "tomaria providências" sobre o discurso do pastor Ezequiel Teixeira, agora ex-chefe da secretaria de Direitos Humanos do Rio de Janeiro.

Pezão ficou muito irritado após ver um discurso de Ezequiel, no qual ele informou acreditar na 'cura gay'. O governador disse que não compartilha da mesma opinião e não escondeu sua insatisfação, o que só fez aumentar a repercussão do polêmico discurso de Ezequiel.

Ezequiel Teixeira é pastor da igreja 'Associação Missionária Vida Nova' e também é deputado federal eleito pelo estado fluminense.

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Após ser destituído por Pezão, Teixeira declarou "as pessoas que me convidaram para ocupar essa função tinham plena convicção de meus posicionamentos".

Desde que foi publicado a nomeação de Ezequiel para a pasta, vários representantes defensores de mais direitos ao público LGBT protestaram afirmando que ele não seria a pessoa mais apropriada para liderar a secretaria.

Pezão vem sofrendo duras críticas no que concerne a sua gestão. O líder da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Jorge Picciani deu recente entrevista acusando o governador de "ouvir as pessoas, mas só tomar decisões sem considerar as demais opiniões" e falou que seu governo é fraco.

Vale lembrar que Jorge Picciani é deputado pelo PMDB, mesmo partido de Pezão.  Na coletiva que deu após as declarações de Picciani, o governador disse que respeita o posicionamento crítico do líder da Alerj, mas afirmou que seu #Governo não é fraco e que todos têm se desdobrado para cumprir seus papéis.

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Ezequiel Teixeira foi acusado de esvaziar os programas da secretaria de Direitos Humanos que prestavam assistência a homossexuais. Ao tomar posse em dezembro, Teixeira promoveu uma demissão em massa na secretaria e após sofrer várias críticas disparou "os incomodados que se mudem".

Ao todo 60 funcionários que pertenciam ao programa 'Rio sem Homofobia' da Secretaria de Direitos Humanos do estado perderam seus cargos e quatro centros de apoio que prestavam assistência ao público LGBT foram fechados nos dois meses de sua gestão. #Reforma política