Antônio tem 80 anos, não anda e acabou de passar por uma cirurgia no pulmão. Na quarta feira da semana passada, a luz na casa dele acabou depois do forte temporal que atingiu o Rio de Janeiro. Com todas as dificuldades, ele e sua família ficaram 4 dias sem luz. ''Passei mal e tive que pedir socorro aqui para me ajudarem a levantar da cama porque eu não conseguia quase mais respirar'', comentou Antônio.

A filha dele conta que a família ligou dezenas de vezes para a concessionária responsável pela energia da capital carioca (Light), só conseguiu que o fornecimento voltasse parcialmente depois que foram literalmente atrás de um técnico da empresa.

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''Eu vi que o pedido do meu pai era o último, e tinha mais de trinta papéis. Eu falei para ele: moço pelo amor de Deus. Meu pai é uma pessoa deficiente, que fez uma operação recente na pleura. Então ele falou: nesse caso eu vou dar uma prioridade'', relatou Glória.

Na mesma rua, Luciana precisou pedir ajuda para estocar alimentos e assim não perder as compras do mês. Lâmpadas da casa queimaram, e nem as diversas ligações para a Light agilizaram a solução. ''Até o momento, fiz muitas ligações, e sou informada que está verificando a situação, porém tem poucas pessoas. Nessa situação, temos que ter muita paciência, e sabemos que paciência tem um limite'', falou Luciana.

O que Glória, Antônio, Luciana e poucos consumidores sabem é que eles tem direitos garantidos por leis e resoluções. Direitos que devem ser cumpridos pelas concessionárias sem que o consumidor precise nem mesmo acionar a Justiça.

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Como, por exemplo, o artigo 176 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que diz que quando o cliente fica mais de 4 horas sem luz, terá desconto automático na conta.

O consumidor deve ficar atento, todo mês as concessionárias de energia divulgam na fatura as metas de interrupção para aquela região e se os limites foram respeitados. É bem fácil para qualquer consumidor encontrar na conta de luz os indicadores de qualidade, pois é um quadrado que fico no lado direito. E por não cumprir essas metas estipuladas pela Aneel, a Light e a Ampla já tiveram que pagar cerca de  R$ 40 milhões em multas.

Assim, o consumidor pode ser o verdadeiro fiscal de qualidade, e se sentir prejudicado deve procurar a Justiça, que poderá pedir a indenização por danos morais e materiais. #Mudança do Clima #Chuvas Torrenciais