A loucura é um estado muito bem conhecido da história da humanidade. Embora não tenha uma cura, seus especialista tentam decifrar todas as nuances possíveis, e muitas vezes não conseguindo resultado muito positivo. É sobre esta falta de compreensão da loucura, e as trágicas consequências dela, que Fragmentos do Real, o próximo espetáculo da 2º Mostra de Verão OST, mostrará em sua estreia no Teatro Eduardo Kraichete, em Niterói.

Relatando momentos específicos de seus personagens, sem uma linearidade aparente, os Fragmentos do Real choca não apenas pelo subtexto de cada cena, e nem ao menos pelo choque que apenas um espetáculo para maiores de 18 anos se permite, mas por explorar um aspecto pertinente a qualquer ser humano – o que fazer diante a pressão do mundo? A loucura, como mencionado anteriormente, surge diante das percepções que lentamente se distorcem quando não se há ajuda.

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Sem medo de explorar os recursos que apenas o teatro é capaz de proporcionar, Fragmentos do Real coloca o público como parte da história trágica de pessoas que estão em constante conflito com as adversidades externas, e esquecem que o real conflito, aquele que precisa de fato ser superado, está dentro de si. E apenas uma mente em conflito sabe como estes conflitos podem ser mais escabrosos do que se imagina...

Para tornar os momentos entre a realidade e a ficção ainda mais difusos, entra em cena o uso da metalinguagem acerca do teatro. Tal como os personagens estão em constante o conflito com sua sanidade, os espectadores são desafiados a ter a mesma compreensão, embora em um nível muito mais brando - afinal, ainda é um espetáculo, um entretenimento, e como tal pode ser apreciado em seus devidos limites.

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Com público direcionado para maiores de 18 anos, Fragmentos do Real entrará na 2º Mostra de Verão OST no dia 9 de Março. A peça é a panúltima de uma série de espetáculos que se iniciaram no final de Fevereiro, e se encerram no dia 13 de Abril, com o espetáculo "Uma Noite Pestilenta em Porcelana da China".

Direção: Aléssio Abdon

Foto: Antônio Ferreira #Rio Cultura #entrevista