Antônio Francisco Bonfim Lopes, mais conhecido como ‘Nem da Rocinha’, que está preso desde 2011, foi absolvido pela #Justiça. No processo ajuizado na 35ª Vara Criminal, Nem era acusado de associação ao tráfico de drogas, mesmo estando preso em um presídio de segurança máxima no estado do Mato Grosso do Sul. Também foi absolvida a mulher dele, Danúbia de Souza Rangel, que era acusada pelo mesmo #Crime.

A esposa dele era acusada de repassar as informações que recebia durante sua visita ao marido no presídio. Tiago Fernandes de Barros, juiz responsável pelo julgamento do processo, considerou que não tinha provas suficientes para condená-los por esse crime.

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Nem já havia sido absolvido de outra acusação, também por falta de provas, na qual ele era acusado de ser o chefe do tráfico no Leblon e na Cruzada São Sebastião, ambos no Rio de Janeiro/RJ.

Nem foi julgado em 2013 e condenado a mais de 20 anos de prisão por lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação ao tráfico. Além dessa condenação, Nem ainda responde por mais oito processos que estão em trâmite no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Dos oito processos, três já foram julgados e condenaram o réu, ultrapassando 48 anos de prisão.

Em uma anotação que seria de Nem, a juíza Simone de Maria Ferraz afirma que o réu é um forte líder de organização criminosa. Além disso, ele também seria responsável por grande parte da distribuição de drogas no Rio de Janeiro, em especial na Rocinha, no qual ele leva o nome em sua alcunha.

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Nas conclusões da juíza, a mesma declara que as anotações de nada servem para que se possa condená-lo.

Em 2010, para fugir de um cerco policial, ele foi capaz de forjar a própria morte com direito a enterro. A farsa foi descoberta a tempo pela Polícia Civil.

Nem, junto com seu parceiro João Rafael da Silva, mais conhecido como ‘Joca’, assumiram o comando do tráfico de drogas da Rocinha e de outras favelas logo após a morte de Erismar Rodrigues Moreira, o ‘Bem-Te-Vi’. Pouco tempo depois, Joca foi preso e Nem assumiu sozinho o comércio de drogas do local. #Casos de polícia