A crise financeira do #Governo do estado do Rio de Janeiro mais uma vez bate à porta da PM. A centenária instituição militar que defende as ruas do estado fluminense vem sofrendo com a falta de recursos. O prejuízo deve ser de todos; menos segurança nas ruas e menos dinheiro no bolso do policial militar.

PMs do estado estão constantemente sofrendo com atrasos nos seus ordenados. Os mais atingidos são aqueles que prestam serviço extra ao estado através do  'Regime Adicional de Serviço', o RAS.

Esse programa permite ao policial militar conseguir uma renda extra utilizando parte de suas horas de folga para retornar ao serviço.

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Uma espécie de institucionalização do 'bico', ao qual muitos PMs prestavam serviço e que, por conta de atrasos, vem sofrendo uma verdadeira debandada .

O RAS é responsável pelo aumento do número de policiais e a melhoria da segurança, em especial para as áreas em que o efetivo da corporação é menor. Dessa forma, todos saíam ganhando. A população com mais segurança nas ruas e os PMs que conseguiam uma melhoria em seus rendimentos.

Em entrevista ao jornal 'O Dia', um policial militar informou que o estado lhe deve aproximadamente R$ 3.000 em gratificações atrasadas. Segundo as palavras do militar que contava com esse dinheiro para custear suas despesas, ele declarou: "tive que abandonar o programa RAS e voltar a fazer segurança privada para as empresas que trabalhava antes[...]."

O atraso nos pagamentos não é o único problema que os PMs vêm sofrendo.

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Com a escassez de recursos repassados pelo governo à Corporação, até a alimentação de qualidade está comprometida. Os setores de aprovisionamento, os 'Ranchos', que são os responsáveis por produzir as refeições diárias onde os PMs se alimentam, estão desabastecidos e sem diversidade no cardápio.

Nesse ponto, outro militar informa à edição do jornal 'O Dia' que os PMs de sua unidade estão a mais de duas semanas sem carne bovina e comendo frango desfiado. "Muitas das vezes a comida não possui ao menos extrato de tomate, sendo cozida apenas com água e sal".

O governador Pezão disse que a saída dos PMs do RAS não causará falta de segurança à população fluminense, mesmo em ano de Olimpíadas. "Havendo necessidade, os PMs serão convocados para prestar serviço compulsoriamente", informou o governador do Rio de Janeiro. #Crise econômica