O #Governo do Rio garantiu que o pagamento da folha de fevereiro dos servidores ativos, inativos e pensionistas do estado será feito nesta sexta-feira (11/3). Em nota, o Estado pediu a compreensão dos seus servidores e pensionistas e atribuiu o atraso à forte recessão da economia brasileira. Com os caixas já apertados, o governo do Rio mostra, mais uma vez, que é necessário apertar ainda mais os cintos dos cofres públicos. 

Segundo a assessoria de imprensa do governo do Estado, a postergação é necessária em razão do agravamento da crise financeira fluminense, provocada pelo aprofundamento da desaceleração da economia brasileira, recuo nos investimentos da Petrobras e queda nos preços do petróleo.

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O pagamento estava inicialmente previsto para esta quarta-feira. O calendário de pagamento, entretanto, já vinha sendo alterado desde dezembro do ano passado, quando todo o o funcionalismo começou a receber no mesmo dia. As datas mudaram dos 1º e 2º dias úteis de cada mês para o  7º.

No mês passado, o pagamento dos servidores havia sido garantido mais cedo pelo governo, no dia 4, quando informou que os depósitos seriam feitos no dia 5 de fevereiro e no dia 11.

Em nota, o governo reforça que  mantém, como máxima prioridade, o pagamento dos salários dos servidores ativos, inativos e pensionistas. Acrescenta, ainda, que todos os esforços estão direcionados a gerar de receitas extraordinárias que permitam enfrentar as turbulências econômicas prosseguem.

A quase paralisação das atividades da Petrobras, empresa que tem 80% das suas atividades no Estado do RJ e principal responsável pela geração de royalties, agrava significativamente a #Crise das finanças fluminenses, segundo informações da assessoria de imprensa do estado do Rio.

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A partir do último trimestre de 2014, houve uma intensa mudança na arrecadação do Estado, provocada pela forte queda nos preços do petróleo, setor que representa 30% do PIB do estado.

A arrecadação de ICMS do segmento de petróleo despencou, em termos reais (descontada a inflação), 19,4% em relação a 2014. O preço do barril do petróleo caiu de US$ 110 em junho de 2014 para US$ 65 em junho de 2015, influenciando diretamente a arrecadação da economia fluminense.