Os servidores estaduais do Rio de Janeiro darão início a uma greve generalizada e cessarão os serviços que prestam à população fluminense. O motivo? Eles vêm constantemente sofrendo com atrasos salariais, arrocho e a tramitação de propostas que ferem os interesses da categoria.

O anúncio do governador Luís Fernando Pezão de que o pagamento dos servidores estaduais foram depositados na sexta-feira (11), não foi o suficiente para acalmar os ânimos da categoria, que promete voltar às ruas na semana do dia 14 de março para lutar pelo respeito e condições apropriadas de trabalho.

O Muspe (Movimento Único dos Servidores do Estado), anunciou que fará uma paralisação geral dos serviços, que irá inicialmente de 16 a 18 de março.

Publicidade
Publicidade

Um dos pontos principais que levarão os servidores estaduais às ruas é o decreto que o governador Pezão assinou, alterando a data de pagamento dos funcionários para o décimo dia útil de cada mês. Este decreto contraria inclusive, uma decisão do Poder Judiciário Estadual que já havia obrigado a normalização dos pagamentos dos trabalhadores até o quinto dia útil de cada mês.

A semana será cheia no Rio de Janeiro, várias categorias já anunciaram greve ou paralisação das atividades para protestar contra os atos praticados por Pezão. A Polícia Civil está em funcionamento, porém não está atendendo e nem registrando casos considerados 'leves' pela instituição.

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro está com o arranchamento dos policiais desabastecido e somente este ano sofreu com a baixa de 300 policiais que pediram exoneração de seus cargos.

Publicidade

Desde o começo do ano a população fluminense vem sofrendo com a #Crise financeira estadual. Hospitais de grande porte como o Rocha Faria, cuja administração pertencia ao governo estadual, sofre com a falta de atendimento, medicamentos e limpeza.

Sem recursos, o governador Pezão foi até a Alerj e apresentou um pacote de propostas aos deputados estaduais que incluem a redução do quadro de servidores estaduais e o aumento da contribuição de aposentadoria dos funcionários do estado. #Crise econômica