O pacote de contenção de gastos, medida anunciada há duas semanas pelo #Governo Federal para equilibrar as contas, atingiu em cheio o município do Rio de Janeiro. Algumas obras de infra-estrutura, com destaque para a do metrô, sofrerão com o corte de aproximadamente R$ 900 milhões que a União efetuará na verba que seria repassada para as Olimpíadas deste ano.

Dirigentes de muitas modalidades dos esportes olímpicos estão preocupados e irritados, pois, segundo eles, diversas competições poderão ser afetadas. Ainda hoje, 2, o COI (Comitê Olímpico Internacional) será notificado sobre a situação do corte de recursos promovido pela União e no que essa restrição orçamentária acarretará ao evento.

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O governo do Estado do Rio de Janeiro enfrenta grave crise financeira e está com dificuldades até para honrar os salários de seus servidores, assim como prestar serviços hospitalares e educacionais.

Com a retirada desses quase R$ 1 bilhão do orçamento das obras, muita coisa terá que ser revista e provavelmente algumas de menor prioridade devem ser paralisadas.

Será disponibilizada pela União, a verba de R$ 7,4 bilhões, além do valor que será investido em obras especificamente de infra-estrutura no município carioca. Desse valor, cerca de 12% do que estava previsto no planejamento inicial já foi enxugado.

Já foi anunciado pelo governo que o metrô irá operar, durante as Olimpíadas, apenas entre as estações de Ipanema até a Barra da Tijuca. O serviço não será prestado às demais estações que ficam entre essas - consideradas principais - para o evento.

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Não será a primeira quebra de promessas que os governantes cariocas farão desde que o município foi escolhido como sede das Olimpíadas. Algumas importantes metas foram abandonadas, em especial o sonho da população carioca de ver despoluída a baía de Guanabara.

Outro exemplo de descumprimento de promessas foi o abandono da arquibancada flutuante que seria instalada na Lagoa Rodrigo de Freitas, projeto que está plenamente descartado. Segundo integrantes da Federação Internacional de Remo, com a ausência das arquibancadas o esporte poderá contar com apenas 6 mil espectadores, quando o plano original previa capacidade de 14 mil. #Crise econômica