O governador em exercício já havia anunciado em entrevista que "nunca viu uma situação financeira tão trágica", e que a sua missão enquanto governador será o empenho em honrar o pagamento dos servidores estaduais.

Embora o governador já tenha deixado claro qual seria sua principal missão enquanto estiver no comando, ao que parece ele não tem conseguido ser bem sucedido nela. Dornelles afirmou que "limpou os cofres" do estado, uma espécie de 'cata-cata' para reunir os recursos necessários apenas ao pagamento dos servidores da ativa, deixando de lado os aposentados que recebem acima de R$ 2 mil para o próximo mês.

A parte mais frágil da corda, justamente os aposentados, que não podem ameaçar o #Governo com greves ou paralisações, foram também os mais afetados nesse primeiro momento.

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Todos os servidores estaduais do Rio de Janeiro já vêm sofrendo constantemente com o atraso de vários dias e não sabem mais quando os pagamentos caem em suas contas.

O ápice do agravo está justamente aí. Com o salário dos aposentados e pensionistas estaduais jogado para o mês seguinte, a título de uma correção inflacionária de quase 2%, o governo estadual terá que arcar com o pagamento vigente dos aposentados, mais o pagamento do mês de abril que foi empurrado, surge a famosa 'bola de neve'.

A situação dos servidores estaduais da ativa está muito ruim, entretanto, eles são os responsáveis por fazer a máquina de arrecadação do estado funcionar. Se cruzarem os braços, as receitas estaduais cairão ainda mais, se continuarem a trabalhar nessas precárias condições de atrasos e falta de reposição salarial e reajuste real, irão aumentar ainda mais a defasagem que já estão acumulando.

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Para Dornelles, sobrou um estado falido, situação a qual ele já tinha o devido conhecimento. Entre a #Crise financeira do estado e a incerteza de condições mínimas e dignas de trabalho dos servidores estaduais, está a população fluminense, que já sofria com a falta de segurança até mesmo nas áreas já 'pacificadas' pelo governo, a falta de tudo nos hospitais, desde médicos e medicamentos até condições higiênicas,  e a ocupação das escolas por alunos em busca de condições adequadas ao estudo e em defesa de seus professores.

Para o estado e a população fluminense, o 'dia depois de amanhã' pode estar mais próximo do que se imagina...   #Crise econômica