Na madrugada desta terça-feira, 5, uma explosão em um prédio do conjunto habitacional Fazenda Botafogo, em Coelho Neto, subúrbio do Rio de Janeiro, deixou pelo menos cinco mortos e mais de 10 pessoas feridas.

A explosão aconteceu no primeiro andar de um prédio de cinco andares. O conjunto habitacional tem 86 prédios no total e cada um deles com 40 apartamentos. Vivem no local cerca de 17 mil pessoas.

Os bombeiros do quartel de Irajá estão no local, com apoio de ambulâncias dos quartéis de Ricardo de Albuquerque, Campinho, Parada de Lucas e Guadalupe.

Os feridos foram levados para os hospitais Albert Schweitzer, em Realengo; Carlos Chagas, em Marechal Hermes; e Getúlio Vargas, na Penha.

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O estado de saúde dos mais de 10 feridos ainda não foi divulgado. 

Segundo a Defesa Civil, a causa da explosão pode ter sido o vazamento de uma tubulação da Companhia Estadual de Gás (CEG). Técnicos da companhia foram até o local para realizar inspeção no prédio atingido para verificar se o vazamento de gás foi o real motivo do acidente.

A "Globo News" informou que moradores disseram ter sentido forte cheiro de gás. José Airton, morador do segundo andar do prédio, afirmou que havia solicitado visita técnica da CEG há mais ou menos um mês. Os técnicos iam até o local, usavam um produto químico no encanamento normal e quando constatavam não haver nada anormal, iam embora. "A gente continuava sentindo o cheiro de gás e todo mundo reclamando, todo mundo reclamando”.

FAMÍLIAS DESABRIGADAS

Apesar da Defesa Civil ter informado que o prédio não corre o risco de desabar - cerca de seis unidades ficaram com o piso afundado - os moradores do prédio deverão deixar o local até que a avaliação estrutural e reparos sejam feitos.

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A prefeitura do Rio vai arcar com as despesas de hospedagem das 40 famílias que deixarão o local. 

O prefeito Eduardo Paes esteve no local, levando uma empresa para assumir a obra do prédio, e prometeu dar uma uma ajuda de custo de R$ 1 mil aos moradores atingidos.

O secretário municipal de Defesa Civil do Rio, coronel Márcio Motta, informou ao "Estadão" que os apartamentos situados no raio da explosão estão interditados, devido ao afundamento parcial do bloco, mas que não há perigo imediato de desmoronamento.  #Família