Na manhã desta quinta-feira de feriado, dia 21 de abril, duas pessoas morreram no desabamento da ciclovia do trecho da Avenida Niermeyer, em São Conrado, Zona Sul do Rio de Janeiro. Em declaração oficial, a prefeitura da cidade disse que a situação é "imperdoável". A fala reproduzida por uma nota da assessoria de imprensa foi dita pelo próprio prefeito, Eduardo Paes.

Já, de acordo com o Secretário Municipal de Obras, Pedro Paulo, os engenheiros da Geo-Rio, empresa responsável por executar a obra, já estão sendo contatados para prestar esclarecimentos.

Segundo o texto enviado para diversos veículos de comunicação, o prefeito avaliou que "é imperdoável o que aconteceu.

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Determinei apuração imediata dos fatos e estou voltando ao Brasil para acompanhar de perto." Eduardo Paes saiu do Brasil ontem à noite do Rio para a Europa para um pré-evento das Olimpíadas deste ano, que acontecem na cidade carioca.

Pedro Paulo, que esteve à frente das obras para que a ciclovia saísse do papel, confirmou que é uma situação "imperdoável" em entrevista para veículos de imprensa.

O gestor falou que a intenção agora é de chegar aos responsáveis e aplicar as sanções necessárias.

Ele disse ainda que não há riscos de novos desabamentos e pediu que os moradores e turistas não passem pela região da ciclovia ainda, pois é um momento delicado.

Mortos e feridos

Foram identificados dois mortos no local desabado, um trecho de 50 metros, localizado entre duas vigas suspensas sob uma rocha: dois homens que têm entre 40 e 50 anos de idade.

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O primeiro foi Eduardo Marinho Albuquerque, de 54 anos. Ele foi identificado pelo cunhado, João Ricardo Tinoco. O parente disse que a esposa da vítima pediu que ele não saísse de casa, pois tinha um mau pressentimento. Eduardo era frequentador do local e sempre praticava exercícios pela Niermeyer.

De acordo com Damião Pinheiro de Araújo, 60 anos de idade, é normal que as pessoas parassem na ciclovia para tirar fotos. Ele contou que viu ondas atingirem o local por onde ficam as vigas de sustentação.

"Eram ondas enormes. Veio uma maior ainda, a ciclovia levantou e caiu um pedaço. Vi pessoas caindo", declarou.

Damião teve sorte de não ser levado pela tragédia, mas assistiu a hora em que pessoas caíram ao mar. #Crime #Rio2016 #Crise-de-governo